Sunday, July 21, 2002

Resolvi publicar dois fantásticos textos que escrevi em conjunto com o André e o Renato, ano passado. Digo textos porque não é possível classificá-los de forma mais específica. A técnica de produção é simples: vários autores e nenhuma coerência, exceto a gramatical. O resultado, pelo menos do nosso ponto de vista, é muito engraçado. Talvez para o resto do mundo seja uma droga. É bem provável, aliás. Mas não podíamos deixar de mostrar nossa "elaboradíssima" produção artística.
Abaixo, o primeiro, escrito na Biblioteca Central da Unicamp em um dos fastidiosos períodos reservados a relatórios (de laboratório de física, provavelmente).

"O tom berrante do extintor de incêndio e a luminosidade convergente defenestravam inconseqüentemente o status quo da política de colocação de silogismos.

Diversificavam inconstitucionalmente a eloqüência banal dos menires macedônios, evidenciando a presença de etanol em meu sangue. Dialética. A doce despedida inebriante borbulhava num tom cáustico, convidando avidamente alguém a mais um gole. Eu. Nós todos, refloridos de holocaustos, aguardávamos o fim. Interlúdio. Prólogo.

Livres do tempo após (após?) a explosão do extintor. Mortos. Tão mortos quanto o vermelho vivo (sangue?) do algoz cilíndrico."

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