Sunday, September 15, 2002
"War child
Cranberries
Who will save the war child baby?
Who controls the key?
The web we weave is thick and sordid,
Fine by me.
At times of war we're all the losers,
There's no victory.
We shoot to kill and kill your lover,
Fine by me.
War child, victim of political pride.
Plant the seed, territorial greed.
Mind the war child,
We should mind the war child.
I spent last winter in New York,
And came upon a man.
He was sleeping on the streets and homeless,
He said, "I fought in Vietnam."
Beneath his shirt he wore the mark,
He bore the mark with pride.
A two inch deep incision carved,
Into his side.
War child, victim of political pride.
Plant the seed, territorial greed.
Mind the war child,
We should mind the war child.
Who's the loser now? Who's the loser now?
We're all the losers now. We're all the losers now.
War child. War child."
Monday, September 09, 2002
Também acho que o ataque não foi à liberdade... O que tornou o fato um absurdo, a meu ver, foi o fato de ter resultado na morte de milhares de pessoas.
Ataques terroristas sempre querem passar alguma mensagem. Atacar um centro financeiro não me parece um insulto à liberdade. Atacar a casa branca também não, mesmo que os Estados Unidos se auto-intitulem o país da liberdade, da democracia, etc...
A estátua da liberdade estava ali do lado e, no entanto, o que foi atacado foram as torres gêmeas... Sinceramente, acho que se quisessem chocar o mundo com um "nós somos contra a liberdade", este seria um alvo muito mais razoável.
Quanto à ênfase que a mídia deu ao ocorrido, também concordo com o Japa: ela está interessada na notícia, e não nas vidas. Isso, no entanto, não me espanta... Por quê?
Por que isso é recorrente em todas as esferas da sociedade. O problema não é com a mídia, e sim com o homem. O homem individualista leva o individualismo ao trabalho. Quando está no controle de uma empresa, não está preocupado em maximizar a qualidade de vida do funcionário, mas em maximizar os lucros da empresa, o que é de certa forma coerente com o "eu quero me dar bem". Para os veículos de notícias, maximizar o lucro é passar a informação que vai render mais dinheiro. O mesmo vale para chefes de nação, que quando precisam ferrar outros países -- e têm poder para tanto -- o fazem numa boa, num egoísmo coletivo (queremos o melhor para o nosso país, o resto que se vire), ou quando ferram o próprio país com corrupção, visando riquezas pessoais. Pode-se estender esse raciocínio para os bancos e sua agiotagem, para partidos políticos que não aceitam propostas de outros partidos, para pessoas que sonegam impostos, para os que sujam as ruas da cidade, e por aí vai...
Na minha opinião, isso não é maldade inata... É a maneira como pode agir alguém que aprendeu a se considerar o próprio Deus, a procurar o bem-estar próprio acima de qualquer coisa.
Os terroristas, por sua vez, não agem de maneira individualista, mas de maneira fundamentalista. Não acho justo considerar que o islamismo em si prega a violência, já que existem tantos muçulmanos que até lutam pela paz no mundo. Acho que o problema está na concepção que alguns deles têm da religião, e não na religião em si. Problema, aliás, que o cristianismo já passou.
Concordo com tudo exceto a menção de ter sido um "ataque à liberdade". É sabido que o neoliberalismo (ou "capitalismo selvagem", como prefiro) tão defendido pelos americanos restringe muitas liberdades (olhe a miséria no mundo). Mais grave que isto são as restrições impostas pelo estado norte-americano, o poderoso tio Sam com suas intervenções militares impunes a meio século. Também sou contra as divisões territoriais, mas uma vez que elas existam e se manifestem (os estados nacionais só existem por causa delas), não podem ser ignoradas. O ataque foi absurdo, sim, mas muito antes de ser um ataque às liberdades individuais foi um ataque a uma potência opressora e que (ela, a potência, não o povo) mereceu este ataque.
Não me impressiono com as mortes de civis, apesar de lamentá-las. Civis morrem todos os dias de formas muito mais cruéis. E a grandiosa democracia (a grande farsa da era, a grande mentira, odiosa forma de governo) vê estes problemas, sabe que contribui para eles e nada faz; defende os lucros acima de tudo. O Deus desta doutrina é o dinheiro.
Acho absurdo todo estardalhaço da mídia em torno do fato. Se as vidas são tão importantes, mostrassem todos os dias as nossas crianças morrendo de fome, os velhos abandonados nos hospitais, as tribos africanas vítimas da AIDS. Não é a vida que é importante, é a notícia. Dinheiro acima de tudo, ética só existe nos acordos comerciais entre cavalheiros de terno.
Tudo bem que se reclame dos "terroristas" (por sinal, todas as provas apareceram de forma muito conveniente e apontaram inimigos mais convenientes ainda), eles agiram contra a humanidade. Mas não esqueçamos que os maiores assassinos estão impunes e continuam nos observando do alto de seus tronos.
Sunday, September 08, 2002
And then there was silence...
No dia 11 de Setembro de 2001, dois aviões chocaram-se contra as torres gêmeas do World Trade Center. No dia, considerei um ataque contra os Estados Unidos. Hoje considero um ataque contra a humanidade. Pois após o fato, percebi o quanto é estúpido dividir as pessoas pelo local onde nascem. Odiar os "americanos" porque nasceram do lado da linha imaginária que é governado por pessoas que acreditam que a melhor maneira de ajudar "seu" povo é explorar o outro lado da linha. E considerar que um ataque do lado de lá desta linha não tem nada a ver comigo.
Depois, foi verificado que o ataque não se dirigiu às torres monumentais, que eram apenas concreto e aço, nem às pessoas, mas a um ideal. Foi um ataque à liberdade, à mesma liberdade que garantia aos muçulmanos residentes nos Estados Unidos o direito de exercer sua religião. Pois foi deixado claro, que além do cunho político, havia no massacre um cunho ideológico, contra a defesa das liberdades individuais. E isto eu considero não só como um ataque à humanidade, mas um ataque pessoal contra mim.
E um ano depois, com medo de novos ataques, muitas pessoas do lado errado da linha mais uma vez terão medo. Outras sairão às ruas, orgulhosas, com a bandeira da sua "pátria", ratificando a divisão da humanidade entre "americanos" e "não-americanos", como se algum dos lados fosse melhor, ou feito de algo diferente do outro. E seu governo, legitimado por este "patriotismo", continuará tomando atitudes que alimentarão o ódio contra si mesmo, seu "país" e "seu" povo.
Eu não vou sair com uma bandeira americana, brasileira, ou de nenhum outro "Estado". Nem com uma bandeira branca, pois estamos em guerra, em guerra contra nós mesmos (como todas as guerras). Se uma bandeira deve ser erguida pela humanidade, é uma bandeira amarela. Para indicar que nosso grande "navio" está infectado com a Peste, que desta vez é causada não por outra espécie, mas por nós mesmos. E a doença chama-se estupidez.
Citação do dia :
No man is an island, entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main. If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friend's or of thine own were: any man's death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee.
Nenhum homem é uma ilha, inteira por si só; todo homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. Se um pedaço de terra é levado pelo mar, a Europa é diminuída, assim como um promontório, assim como o solar de seu amigo ou o seu mesmo: A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte da humanidade. Assim, nunca pergunte por quem o sino toca; ele toca por você.
(A pontuação foi modificada na tradução, senão o texto ficaria muito confuso)
John Donne - For Whom the Bell Tolls
Saturday, September 07, 2002
Sunday, September 01, 2002
E, além do mais, os dias frios são muito melhores para ler. Falando em ler (e dando alguma utilidade ao comentário), finalizei "O Processo" de Franz Kafka na semana passada. Minha opinião a respeito do Kafka mudou com a leitura deste livro. Talvez "A Metamorfose" não tenha me impressionado muito pelo fato de eu já conhecer a história e a "moral" da obra. Como "O Processo" era desconhecido e é bem mais longo, pude ter um contato maior com a tão citada "atmosfera kafkiana". E predominam a alienação e o absurdo. Durante a leitura dos primeiros capítulos, tive uma sensação semelhante à provocada por "A Liberdade é Azul" (filme ótimo, por sinal - quando terminou fiquei olhando pensativo para a tela vazia da televisão por um bom tempo). O texto flui facilmente, e as descrições são surpreendentemente precisas ao falar dos absurdos todos. O personagem principal é a personificação da alienação e, embora tenha seus rompantes de libertação, é muito indiferente ao mundo. Aliás, o mundo todo parece sujo e mau, combinando perfeitamente com a acusação desconhecida. Muito bom.
"Reaching Horizons
Rainy clouds covered up the sunny sky
Now I know I'll sleep alone tonight
Tears and prayers will be taken by the rain
Fear and loneliness in my dreams
And I know I'll never be the same
Living this tragedy insane
All I wanna be is to be free with you, with me
I don't blame the fate but it's still hard to face the truth
It was all just like paradise
Just like we wanted it to be
Far beyond the reason rest our lives
Eternity denies the guilty of reality senselessness
Fly high reaching skies
Two eagles flying to be free
Moments of madness will be left behind
The same horizon but in different lands"
-Angra
Thursday, August 29, 2002
Abaixo um poema dela:
"Ávidos de ter, homens e mulheres caminham pelas ruas.
As amigas sonâmbulas, invadidas de um novo a mais querer,
Se debruçam banais, sobre as vitrines curvas.
Uma pergunta brusca, enquanto tu caminhas pelas ruas.
Te pergunto: E a entranha?
De ti mesma, de um poder que te foi dado
Alguma coisa clara se fez? Ou porque tudo se perdeu
É que procuras nas vitrines curvas, tu mesma,
Possuída de sonho, tu mesma infinita, maga,
Tua aventura de ser, tão esquecida?
Por que não tentas esse poço de dentro
O incomensurável, um passeio veemente pela vida?
Teu outro rosto. Único. Primeiro. E encantada
De ter teu rosto verdadeiro, desejarias nada."
(Júbilo Memória Noviciado da Paixão(1974) - Poemas aos Homens do nosso Tempo - XIII)
Tuesday, August 27, 2002
Monday, August 26, 2002
Six Degrees of Inner Turbulence
6th Degree - Six Degrees of Inner Turbulence
music by Myung, Petrucci, Portnoy, Rudess
"VI. SOLITARY SHELL - [lyrics by John Petrucci] [05:47]
He seemed no different from the rest
Just a healthy normal boy
His mama always did her best
And he was daddy's pride and joy
He learned to walk and talk on time
But never cared much to be held
and steadily he would decline
Into his solitary shell
As a boy he was considered somewhat odd
Kept to himself most of the time
He would daydream in and out of his own world
but in every other way he was fine
He's a Monday morning lunatic
Disturbed from time to time
Lost within himself
In his solitary shell
A temporary catatonic
Madman on occasion
When will he break out
Of his solitary shell
He struggled to get through his day
He was helplessly behind
He poured himself onto the page
Writing for hours at a time
As a man he was a danger to himself
Fearful and sad most of the time
He was drifting in and out of sanity
But in every other way he was fine
He's a Monday morning lunatic
Disturbed from time to time
Lost within himself
In his solitary shell
A momentary maniac
With casual delusions
When will he be let out
Of his solitary shell"
Friday, August 23, 2002

Você é "O sétimo selo" de Ingmar Bergman. Você é intelectual, preocupado com ocultismos. E além de tudo é um mistério!!
Faça você também Que
bom filme é você? Uma criação de
Mundo Insano da Abyssinia

Você é "O ódio" de Mathieu Kassovitz. Você é inconformado(a), revoltado. Vive se metendo em brigas, mas tem muita atitude.
Faça você também Que
bom filme é você? Uma criação de
Mundo Insano da Abyssinia
Tuesday, August 20, 2002
O outro é A morte de Ivan Ilitch, do Tolstoi. Sarcasmo... sempre é bom alimentá-lo de vez em quando... O livro tem uma crítica bem legal entre o que é viver bem e viver como considera-se viver bem. Livro curto...
Ao que parece agora vou ter muito tempo para desafogar minha "fila de leitura". Aulas monótonas, professores que cobram freqüência. O do Tolstoi por exemplo, foi só nas aulas de hoje.
Antes do texto, uma explicação. Há muito tempo (3 ou 4 anos), escrevi um poema épico-lírico num tom meio infantil, chamado "{alguma coisa} Parte 1 - O Cavaleiro e a Deusa" (ou seria "O Cavaleiro e a Deusa - Parte 1"?). O que importa é: Após digitar, joguei a cópia em papel fora. Não queria que conhecidos lessem. Enviei o poema para uma lista de discussão (Arca-Trails). Com o tempo, formatei o HD algumas vezes, acabando com a cópia local do poema. Um dia a lista foi "reiniciada" com outro nome, e o histórico de mensagens do YahooGroups apagado. Fim das cópias do poema. O poema foi pro limbo dos poemas. Lembro vagamente da história e de uma ou duas frases.
Mas informação não pode ser apagada impunemente. No mínimo custa uma energia proporcional a k.T.ln2 (constante de Boltzmann vezes temperatura absoluta vezes logaritmo natural de 2) por bit de informação. É sério, tá numa lecture note de computação quântica do Preskill. Um tal de Landauer mostrou isso em 1961.
Devido a algumas conversas recentes, me lembrei deste poema este fim de semana. Resolvi terminar o iniciado, mas mudando de estilo. Inspirado por um blog bastante melancólico que li [Diga-se de passagem, o visual da página é muito adequado, achei as figuras o máximo...], resolvi dar um final mais "dark" ao poema. Novamente a auto-crítica falou mais alto, e não consegui aceitar os versos que escrevia. Como precisava escrever, fiz uma narração.
Infelizmente o estilo é meio "ausência de estilo". Parágrafos curtos, palavras soltas... Tão pouco estilo que chega a ser quase modernista (Sarcasm is your friend). Mas narrações não são o meu forte, e estou satisfeito com o resultado.
Finalmente, o título do texto é o nome de uma magia do RPG Ars Magica. O texto é bastante metafórico, então achei adequado. O outro título (também roubado e em língua estrangeira) vem do nome de uma música da trilha sonora de End of Evangelion.
Espero que o Blogger aceite esse post imenso.
Recollection of Memories Never Quite Lived (Komm Süsser Tod)
Sangue tinge minha espada. O inimigo foi massacrado. Com a proteção Dela, nossa ordem é invencível. Congratulo meus companheiros de batalha, e me dirijo à minha tenda. Preciso agradecer à verdadeira responsável pela vitória, amante secreta e protetora.
Silêncio. Imploro por sua presença. Silêncio. Imagino que ela esteja irritada. Não imagino por que. Ainda silêncio.
Típico. Não de uma divindade, mas de uma mulher. Após este comentário irônico, ela finalmente decide me responder. Porém, ao invés da ironia doce habitual, uma voz séria.
Por que a reprovação, me pergunto. Não fiz meu dever? Restaurei a ordem, venci. Qual o meu erro?
Ciúmes. Típico. Ciúmes de minha ordem, da batalha em si. Lutei em seu nome, mas minha motivação era outra. A batalha, pura e simples. Ela sabe, e, mais mulher que nunca, é incapaz de suportar o fato de não ser minha senhora absoluta.
Silêncio novamente. Abandonado. Sei que é permanente. Saio da tenda e vejo uma confraternização. Me junto a meus companheiros. Vinho para alegrar o espírito. Vinho para esquecer. Vinho para fugir.
Agora todos dormem. Nestas horas costumava conversar com ela. Pego minha espada e resolvo seguir meu caminho. Sozinho.
O sangue ainda em minha espada, já seco. Me sinto mais confortável assim. A mancha escura me lembra da batalha, do prazer da batalha. Mas também me lembra dela. Resolvo limpar a mancha. O brilho da espada reflete um sorriso.
Não, não é ela. É a Morte que sorri pra mim. E finalmente a entendo. E ela me entende. Entende meu amor pela batalha. Sinto falta do sangue em minha espada.
.....
Sangue novamente. Fresco e vermelho. Minha nova senhora sorri pra mim. Vejo um vilarejo à distância, e, deixando para trás os cadáveres de meus companheiros, parto rumo a um novo massacre.
Nasce a Besta.
Friday, August 16, 2002
O fator novo, que foi decisivo, foi ouvir a opinião de um professor do Instituto de Economia da Unicamp, o Vasco. Ele falou sobre um assunto que é um pouco difícil para o cidadão comum, sem muito conhecimento de economia e das dinâmicas que a regem, conhecer: disse que o programa de governo do Lula aparenta ser viável, enquanto o do Ciro contém muitos ítens duvidosos ou absurdos. Disse também que votará no Lula. Eu comecei a ler os programas de governo hoje e, sinceramente, acho que o material elaborado pelo PT está bem mais fundamentado. Claro que esta é uma opinião leiga, influenciada ainda pela autoridade de outra opinião, mas mesmo assim tentei fazer uma análise crítica.
O outro fator, que já me fazia preferir o Lula é que, em termos de princípios, ele é mais confiável. Tudo bem que isso não implique necessariamente em um governo voltado de fato para os interesses da nação (vide o sr. FHC ex-marxista), mas é um bom parâmetro. Pelo histórico dele, pelo próprio caráter contestador e defensor dos direitos do povo do partido, eu esperaria de todos (Ciro, Serra), menos dele, uma "traição". Resumindo, se eu tivesse que por a mão no fogo por um deles, poria no Lula.
Recomendo fortemente a análise dos programas dos dois candidatos. O do Lula está linkado acima e o do Ciro pode ser encontrado aqui. Exerçam sua cidadania e sua capacidade crítica, comentem o que acharam disto. Eu acho que política se discute sim, e muito. O ser humano é um ser social e, conseqüentemente, político.
Tuesday, August 13, 2002
Coisas inusitadas:
- Antes do show do Blind Guardian, pára a música para um aviso: favor desligar seus celulares. Todos riem.
- Um dia desses, na cantina do Insituto de Biologia aqui na Unicamp; o atendente da cantina e dois conhecidos:
Atendente: "Sem salada?"
Cara: "É, como sempre."
Amigo: "Come salada, faz bem pra você."
Cara: "Nem."
Amigo: "Por quê?"
Cara: "Diminui meu nível trófico."
Monday, August 12, 2002
Tocaram poucas músicas do álbum novo, o que foi bem adequado porque muitas delas não são boas para show e outras tantas tem um "coral de fundo" que não teria como fazer ao vivo. Das antigas, tocaram quase todas as minhas preferidas. Pra mim só faltou mesmo "Time Stand Still", que fala da batalha de Fingolfin contra Morgoth, minha cena preferida do Tolkien. O público conhecia as músicas e acompanhou quase todas. Cantaram "Happy birthday" e "Parabéns a você" para o Hansi, que estava de aniversário. Destaque para "The Bard's Song", cantada do início ao fim pela platéia inteira. O vocalista inclusive parou de cantar durante uma boa parte da música porque ficou emocionado. E o melhor, como sempre, no final: Mirror Mirror, a música que me fez começar a ouvir BG e que, por sinal, tem tudo a ver com Gondolin. Certamente uma das minhas músicas preferidas. Para quem não conhece a banda, é uma ótima forma de começar.
Abaixo a letra de "The Bard's Song". Emocionante.
"Now you all know
The bards and their songs
When hours have gone by
I'll close my eyes
In a world far away
We may meet again
But now hear my song
About the dawn of the night
Let's sing the bards' song
Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards' songs will remain
Tomorrow will take it away
The fear of today
It will be gone
Due to our magic songs
There's only one song
Left in my mind
Tales of a brave man
Who lived far from here
Now the bard songs are over
And it's time to leave
No one should ask you for the name
Of the one
Who tells the story
Tomorrow will take us away
Far from home
No one will ever know our names
But the bards' songs will remain
Tomorrow all will be known
And you're not alone
So don't be afraid
In the dark and cold
'Cause the bards' songs will remain
They all will remain
In my thoughts and in my dreams
They're always in my mind
These songs of hobbits, dwarves and men
And elves
Come close your eyes
You can see them too"
Monday, August 05, 2002
O roteiro do primeiro é simples, ou mesmo simplório. Os efeitos são bons, embora o cenário futurista pareça, à primeira vista, exagerado. O que me fez gostar do filme foi a mensagem repetida algumas vezes "you have choice", deixando claro que o futuro depende de nós, não está determinado.
O segundo tem uma história meio boba, mas uma trilha sonora bem colocada e um elenco bom. E tem uns comentários engraçadíssimos do protagonista, que é um cara total e reconhecidamente superficial. Daqueles filmes para você sair feliz do cinema, porque, apesar de bobo, é alegre e é bonito o que ele tenta passar.
`Come, we shall have some fun now!` thought Alice, `I'm glad they've begun asking riddles - I believe I can guess that,` she added aloud.
`Do you mean that you think you can find out the answer to it?` said the March Hare.
`Exactly so,` said Alice.
`Then you should say what you mean,` the March Hare went on.
`I do,` Alice hastily replied; `at least - at least I mean what I say - that's the same thing, you know.`
`Not the same thing a bit!` said the Hatter. `Why, you might just as well say that "I see what I eat" is the same thing as "I eat what I see"!`
`You might just as well say,` added the March Hare, `that "I like what I get" is the same thing as "I get what I like"!"
`You might just as well say,` added the Dormouse, which seemed to be talking in its sleep, `that "I breathe when I sleep" is the same thing as "I sleep when I breathe"!`
Se bem que isto é do primeiro livro e nem foi um exemplo assim tão bom.
O final do livro é um poema (lembram que o outro também começou com um?) que eu acho que foi exatamente o espírito do autor ao escrever o livro. Acho que lerei esta coisa para os meus filhos...
"A boat, beneath a sunny sky
Lingering onward dreamily
In an evening of July -
Children three that nestle near,
Eager eye and willing ear,
Pleased a simple tale to hear -
Long has paled that sunny sky:
Echoes fade and memories die:
Autumn frosts have slain July.
Sitll she haunts me, phantomwise,
Alice moving under skies
Never seen by waking eyes.
Children yet, the tale to hear,
Eager eye and willing ear,
Lovingly shall nestle near.
In a Wonderland they lie,
Dreaming as the days go by,
Dreaming as the summers die:
Ever drifting down the stream -
Lingering in the golden gleam -
Life, what is it but a dream?"
