Sunday, June 26, 2005
Friday, June 24, 2005
Novos Horizontes
Bom, atendendo à reclamação do Ricardo, finalmente estou escrevendo sobre o que ocorre de importante na minha vida. Andei meio sumido porque estive doente (é, a gripe esse ano foi violenta) e porque estava em uma fase de muitas indefinições. Aparentemente o pior da tempestade passou, e já vejo os primeiros sinais de terra firme à frente.
Chega de metáforas. A maioria dos 7 leitores desse espaço já deve saber, mas aí vai: recebi uma oferta para trabalhar na Microsoft. É, aquela do Windows, do Bill Gates. Estou aguardando o visto, que deve demorar um bom tempo, mas fora isso está tudo certo. A proposta foi excelente e estou muito satisfeito. Se tudo correr bem, em Outubro estou indo para Redmond integrar o grupo "Identity & Access".
Devo passar ainda um mês aqui em São Paulo e depois vou para o Sul. Espero encontrar todos vocês antes de viajar. Depois, aguardarei as visitas em Seattle. :)
Chega de metáforas. A maioria dos 7 leitores desse espaço já deve saber, mas aí vai: recebi uma oferta para trabalhar na Microsoft. É, aquela do Windows, do Bill Gates. Estou aguardando o visto, que deve demorar um bom tempo, mas fora isso está tudo certo. A proposta foi excelente e estou muito satisfeito. Se tudo correr bem, em Outubro estou indo para Redmond integrar o grupo "Identity & Access".
Devo passar ainda um mês aqui em São Paulo e depois vou para o Sul. Espero encontrar todos vocês antes de viajar. Depois, aguardarei as visitas em Seattle. :)
Monday, June 13, 2005
Team America
Já que resolveram não passar no Brasil, baixei e assisti. A melhor parte definitivamente são os primeiros minutos. O único problema é que eu já tinha visto esses minutos no trailer.
A crítica potencialmente pesada se perde no meio do exagero das piadas. Muitas vezes, própria piada se perde por lá também... Uma pena.
A crítica potencialmente pesada se perde no meio do exagero das piadas. Muitas vezes, própria piada se perde por lá também... Uma pena.
Sunday, June 12, 2005
Sr. e Sra. Smith
Ação gratuita com uma grande dose de humor. Discussões de relacionamento com facas, pistolas, bombas e similares. Divertidíssimo!
Monday, June 06, 2005
Neuromancer
Terminei. Bom livro, bem diferente de tudo que eu já tinha lido. O autor, William Gibson, aparentemente não sabe quase nada sobre computadores. Não que ele esteja preocupado com isso, muito pelo contrário. Essa separação da realidade permitiu uma liberdade de criação grande, gerando um cenário absurdo mas extremamente interessante.
Refletindo agora, creio que essa "viagem" toda daria um excelente anime, com a história distribuída ao longo de vários episódios e os cenários na matrix por conta de algum artista doido. Pena que em geral só se adaptam mangás.
Refletindo agora, creio que essa "viagem" toda daria um excelente anime, com a história distribuída ao longo de vários episódios e os cenários na matrix por conta de algum artista doido. Pena que em geral só se adaptam mangás.
Saturday, June 04, 2005
h2g2
"O Guia do Mochileiro das Galáxias" (como diria a voz de José Wilker) não tinha como dar um bom filme. E (oh, surprise, surprise) não deu mesmo.
A caracterização dos personagens ficou muito bem feita, mas quase todas as piadas inteligentes do livro (que são o que o tornam bom) se perderam. O roteiro é ruim, a direção é ruim. Pra completar o estrago (isso é tãão típico de Hollywood), enfiaram um romance bobo no meio da história.
Deprimente. Leia o livro. Livros são seus amigos.
A caracterização dos personagens ficou muito bem feita, mas quase todas as piadas inteligentes do livro (que são o que o tornam bom) se perderam. O roteiro é ruim, a direção é ruim. Pra completar o estrago (isso é tãão típico de Hollywood), enfiaram um romance bobo no meio da história.
Deprimente. Leia o livro. Livros são seus amigos.
Sunday, May 29, 2005
Existencialista
You scored as Existentialist. Existentialism emphasizes human capability. There is no greater power interfering with life and thus it is up to us to make things happen. Sometimes considered a negative and depressing world view, your optimism towards human accomplishment is immense. Mankind is condemned to be free and must accept the responsibility.
What is Your World View? (updated) created with QuizFarm.com |
Pontuação não muito alta em "Existentialist", seguida de perto por "Post Modernist" (Postmodernism is the belief in complete open interpretation) e "Cultural Creative" (a modern thinker who tends to shy away from organized religion but still feels as if there is something greater than ourselves)... É, that's me.
Monday, May 23, 2005
Out of Exile
Se você não ouviu ainda o novo álbum do Audioslave, faça esse favor a si mesmo. É o melhor som novo que escutei esse ano.
Sunday, May 22, 2005
Das diferentes visões da Força
Uma idéia que comecei a construir conversando com a Raquel e que agora me faz ver por que gosto muito menos desses novos episódios é a seguinte.
Originalmente, o poder de um Jedi era o seu auto-controle, a sua força de vontade, o seu conhecimento e domínio sobre a Força. A Força era algo metafísico, algo poderoso que envolvia toda a vida. Essa visão fica particularmente clara no treinamento de Luke Skywalker em Dagobah. Yoda diz:
"It's energy surrounds us and binds us. Luminous beings are we... not this crude matter."
O lado negro existia, era um caminho mais curto e sedutor. O maniqueísmo também já existia. A própria questão da Força estar ligada ao sangue estava presente, pois em mais de um momento é dito que esta é forte na família Skywalker.
Entretanto, essas questões foram levadas ao extremo nos episódios recentes. A questão do sangue virou midichlorians (micróbios da Força?) e o lado negro deixou de ser uma escolha para se tornar uma espécie de insanidade.
Ainda mais grave do que isso (e a razão pela qual comecei a escrever esse texto) foi o que se fez da Força. Ela tornou-se um mero instrumento, uma ferramenta. O poder e o controle passaram a ser coisas diferentes. Anakin era poderoso, mesmo sem controle.
Essa nova visão corroeu a magia e a filosofia implícita nos primeiros episódios da série, deixando muito pouco do original nestes novos. Restou a ambientação, restou a história, perdeu-se o encanto.
Originalmente, o poder de um Jedi era o seu auto-controle, a sua força de vontade, o seu conhecimento e domínio sobre a Força. A Força era algo metafísico, algo poderoso que envolvia toda a vida. Essa visão fica particularmente clara no treinamento de Luke Skywalker em Dagobah. Yoda diz:
"It's energy surrounds us and binds us. Luminous beings are we... not this crude matter."
O lado negro existia, era um caminho mais curto e sedutor. O maniqueísmo também já existia. A própria questão da Força estar ligada ao sangue estava presente, pois em mais de um momento é dito que esta é forte na família Skywalker.
Entretanto, essas questões foram levadas ao extremo nos episódios recentes. A questão do sangue virou midichlorians (micróbios da Força?) e o lado negro deixou de ser uma escolha para se tornar uma espécie de insanidade.
Ainda mais grave do que isso (e a razão pela qual comecei a escrever esse texto) foi o que se fez da Força. Ela tornou-se um mero instrumento, uma ferramenta. O poder e o controle passaram a ser coisas diferentes. Anakin era poderoso, mesmo sem controle.
Essa nova visão corroeu a magia e a filosofia implícita nos primeiros episódios da série, deixando muito pouco do original nestes novos. Restou a ambientação, restou a história, perdeu-se o encanto.
Wednesday, May 18, 2005
Revenge of the Sith
Sinto informar, mas o filme não é bom. Algumas cenas são legais e a história está bem encaixada, mas acaba aí. A direção é ruim, as atuações do Hayden Christensen (Anakin) e da Natalie Portman (Padmé) são ruins e o Yoda continua pulando como pipoca.
Melhor que o 1 e o 2, muito pior do que os outros 3. Definitivamente a melhor cena foi a dos saudosos letreiros amarelos passando.
Melhor que o 1 e o 2, muito pior do que os outros 3. Definitivamente a melhor cena foi a dos saudosos letreiros amarelos passando.
Monday, May 16, 2005
Do Mercado e da Democracia
Uma consideração muito interessante do economista Paul A. Samuelson, Nobel em 1970, em entrevista ao Valor Econômico:
Valor: Para muitos economistas, pressupostos keynesianos não se aplicam a esta sociedade de mercado. Como vê o o modelo de Keynes nesta democracia plutocrática?
Samuelson: O problema é outro. Quanto mais nos distanciamos da Grande Depressão e da Segunda Guerra, que unificou a todos nós, mais os eleitores americanos dão mostras de egoísmo e falta de altruísmo. Tecnicamente, sabemos que cada pessoa tem seu voto, o rico e o pobre. Isso é verdade, mas para se eleger hoje em dia, a menos que você seja muito rico, é preciso levantar muito dinheiro. E quem fornece esse dinheiro? Os lobistas. Por quê? Porque as pessoas que eles elegem fazem o que eles querem. Na verdade, os milionários e as grandes corporações não têm apenas votos proporcionais à quantidade de pessoas que as representam. Seus votos são proporcionais à sua riqueza. Não se trata apenas de maus líderes. Temos eleitores crédulos demais. Mas não se pode dizer: "Estou cansado desse grupo de eleitores, vou arrumar novos eleitores".
Valor: Para muitos economistas, pressupostos keynesianos não se aplicam a esta sociedade de mercado. Como vê o o modelo de Keynes nesta democracia plutocrática?
Samuelson: O problema é outro. Quanto mais nos distanciamos da Grande Depressão e da Segunda Guerra, que unificou a todos nós, mais os eleitores americanos dão mostras de egoísmo e falta de altruísmo. Tecnicamente, sabemos que cada pessoa tem seu voto, o rico e o pobre. Isso é verdade, mas para se eleger hoje em dia, a menos que você seja muito rico, é preciso levantar muito dinheiro. E quem fornece esse dinheiro? Os lobistas. Por quê? Porque as pessoas que eles elegem fazem o que eles querem. Na verdade, os milionários e as grandes corporações não têm apenas votos proporcionais à quantidade de pessoas que as representam. Seus votos são proporcionais à sua riqueza. Não se trata apenas de maus líderes. Temos eleitores crédulos demais. Mas não se pode dizer: "Estou cansado desse grupo de eleitores, vou arrumar novos eleitores".
Friday, May 06, 2005
Referrals
Graças ao post sobre Amsterdam do Renato, nesta semana estamos com referrals bem particulares: "vibradores gigantes", "alucinógenos naturais", "tirinhas drogas", "prostitutas".
Aí, depois dessa lista fantástica, vem a busca por "aptidão darwiniana". Parando pra pensar, até que faz sentido eles estarem procurando alguma.
Aí, depois dessa lista fantástica, vem a busca por "aptidão darwiniana". Parando pra pensar, até que faz sentido eles estarem procurando alguma.
Sunday, May 01, 2005
Demagogias
Descobri recentemente que existe um "Sith Code":
"Peace is a lie
There is only passion
Through passion I gain strength
Through strength I gain power
Through power I gain victory
Through victory my chains are broken
The Force shall set me free"
Este código se opõe ao "Jedi Code":
"There is no emotion; there is peace
There is no ignorance; there is knowledge
There is no passion; there is serenity
There is no chaos; there is harmony
There is no death; there is the Force"
Os códigos - como seria de se esperar - são bem antagônicos, principalmente no que se refere à oposição entre "paixão" e "paz".
Talvez haja um equilíbrio. Não havendo, qual lado você escolheria?
"Peace is a lie
There is only passion
Through passion I gain strength
Through strength I gain power
Through power I gain victory
Through victory my chains are broken
The Force shall set me free"
Este código se opõe ao "Jedi Code":
"There is no emotion; there is peace
There is no ignorance; there is knowledge
There is no passion; there is serenity
There is no chaos; there is harmony
There is no death; there is the Force"
Os códigos - como seria de se esperar - são bem antagônicos, principalmente no que se refere à oposição entre "paixão" e "paz".
Talvez haja um equilíbrio. Não havendo, qual lado você escolheria?
Thursday, April 28, 2005
Wasting Time
Se você quer perder seu tempo, esses dois links são tiro e queda.
Para perder um pouco de tempo, temos o Petals Around the Rose. O nome do jogo é importante. São jogados 5 dados e você sempre pode perguntar o resultado. A resposta é sempre zero ou um número par. O objetivo do jogo é descobrir qual é a regra para a obtenção do resultado. Gastei pouco mais de uma hora.
Para perder muito tempo, temos a indicação do Bruno: o not pr0n, que clama ser "the hardest riddle available on the internet". Muito provavelmente essa afirmação é verdadeira. No momento, eles têm 123 níveis. Eu gastei várias horas da minha vida e parei no 12.
Para perder um pouco de tempo, temos o Petals Around the Rose. O nome do jogo é importante. São jogados 5 dados e você sempre pode perguntar o resultado. A resposta é sempre zero ou um número par. O objetivo do jogo é descobrir qual é a regra para a obtenção do resultado. Gastei pouco mais de uma hora.
Para perder muito tempo, temos a indicação do Bruno: o not pr0n, que clama ser "the hardest riddle available on the internet". Muito provavelmente essa afirmação é verdadeira. No momento, eles têm 123 níveis. Eu gastei várias horas da minha vida e parei no 12.
Tuesday, April 26, 2005
Placebo
Não consegui ingressos pra São Paulo, fui a Campinas. Valeu a viagem, bom show. Só acho que eu teria curtido mais se conhecesse a banda há mais de 3 dias e soubesse mais de 2 letras de músicas.
Friday, April 22, 2005
Agitação
O mundo anda movimentado, não? Em poucos dias tivemos a eleição do papa-papão (como disse o Renato), o conflito entre China e Japão (que, parece, está arrefecendo), a confusão no Equador (em que - talvez não muito sabiamente - nos envolvemos) e agora, o rolo na Itália (o Berlusconi renunciou).
Qvantamon: E o Príncipe Rainier morreu, o Príncipe Charles se casou com seu cavalo, e o baterista Thomen "the Omen" Stauch saiu do Blind Guardian.
Como diz a (apócrifa) maldição chinesa... "May you live in interesting times".
Qvantamon: E o Príncipe Rainier morreu, o Príncipe Charles se casou com seu cavalo, e o baterista Thomen "the Omen" Stauch saiu do Blind Guardian.
Como diz a (apócrifa) maldição chinesa... "May you live in interesting times".
Monday, April 18, 2005
Microconto
Vi esse link no blog do Cristiano Dias, achei muito bom e resolvi escrever um.
"Gritou até perder a voz, mas nem assim o encontraram."
"Gritou até perder a voz, mas nem assim o encontraram."
Tuesday, April 12, 2005
Impressões de uma noite decadente em Amsterdam
Bom, já que o Hirai fez a parte dele falando sobre Shanghai, vou falar um pouco sobre o que pude perceber de Amsterdam em uma noite.
Amsterdam é, talvez, a cidade mais liberal no mundo. Drogas leves e alucinógenos naturais são oficialmente tolerados, e a zona de prostituição é uma das atrações turísticas da cidade. Para um estrangeiro que conhece apenas a região central, a impressão é de que a cidade gira em torno de sexo e drogas.
Logo à frente da Centraal Station, no centro dos canais semi-circulares que formam a cidade, fica o "Red Light District" (em bom português, a zona). São basicamente alguns quarteirões em que o imóvel padrão é um "quarto" de mais ou menos um metro de largura e uns 4 ou 5 de profundidade, com uma janela ocupando toda a frente, onde as prostitutas se exibem de lingerie. As prostitutas são, em geral, muito bonitas (muitas no nível de capa da Playboy), mas, claro, há as exceções para baixo orçamento, fetiches, whatever. O preço é barato, comparado com os do resto da Europa (40-50 euros por mais ou menos 20 minutos. Rapidinhos esses holandeses...). É proibido tirar fotos das prostitutas, e muitas partes do quarteirão são protegidas por câmeras de vigilância (e, segundo li, policiais à paisana). Além das prostitutas, há várias sex-shops, que nem mesmo evitam mostrar na vitrine coisas como vibradores gigantes ou capas bem gráficas de DVDs com títulos como "O Bode". Ao contrário das "janelas" de prostitutas, as sex-shops não existem somente no Red Light District: em qualquer ruazinha pequena perto do centro se passa por uma vitrine cheia de vibradores e vídeos pornôs.
Amsterdam é famosa pelas suas Coffee Shops: estabelecimentos onde se vai para consumir maconha e/ou haxixe (ou pra acessar à Internet...). Ao se entrar em um desses estabelecimentos, o atendente geralmente oferece um cardápio onde constam vários tipos de erva, com preços em torno de 11 euros por uma quantidade entre 2 e 4 gramas (dependendo do tipo). Há também estabelecimentos especializados em plantas e cogumelos alucinógenos (na Holanda não é proibida a venda das plantas in natura, apenas do material já processado), como psylocibes, peyote, mescalina, etc. Apesar de, no nosso caso específico, não nos terem sido oferecidas, pelo que ouvimos e pudemos perceber nos avisos pela cidade, "drogas pesadas" são um problema sério.
Algumas impressões gerais sobre as pessoas de Amsterdam:
A liberdade com relação ao sexo não parece trazer nenhuma conseqüência ruim para o ambiente, exceto talvez pelas vitrines com artigos pornográficos no meio da cidade. As drogas, por sua vez, trazem um problema social mais sério: a cidade é repleta de viciados, marginalizados, rondando pelas ruas. Em apenas uma noite na cidade, um amigo nosso foi roubado (não assaltado, tiraram o dinheiro da mão dele e correram). Andando pela cidade, várias vezes grupos de mendigos (alguns drogados) ficaram nos seguindo ou esperando em esquinas. Uma noite na cidade foi suficiente, para mim, para derrubar o argumento de que é a ilegalidade que marginaliza os usuários de drogas. A cidade tem alguns cenários bonitos, e parece bastante calma, mas, infelizmente, a sensação de insegurança e decadência estraga boa parte disso.
Amsterdam é, talvez, a cidade mais liberal no mundo. Drogas leves e alucinógenos naturais são oficialmente tolerados, e a zona de prostituição é uma das atrações turísticas da cidade. Para um estrangeiro que conhece apenas a região central, a impressão é de que a cidade gira em torno de sexo e drogas.
Sexo
Logo à frente da Centraal Station, no centro dos canais semi-circulares que formam a cidade, fica o "Red Light District" (em bom português, a zona). São basicamente alguns quarteirões em que o imóvel padrão é um "quarto" de mais ou menos um metro de largura e uns 4 ou 5 de profundidade, com uma janela ocupando toda a frente, onde as prostitutas se exibem de lingerie. As prostitutas são, em geral, muito bonitas (muitas no nível de capa da Playboy), mas, claro, há as exceções para baixo orçamento, fetiches, whatever. O preço é barato, comparado com os do resto da Europa (40-50 euros por mais ou menos 20 minutos. Rapidinhos esses holandeses...). É proibido tirar fotos das prostitutas, e muitas partes do quarteirão são protegidas por câmeras de vigilância (e, segundo li, policiais à paisana). Além das prostitutas, há várias sex-shops, que nem mesmo evitam mostrar na vitrine coisas como vibradores gigantes ou capas bem gráficas de DVDs com títulos como "O Bode". Ao contrário das "janelas" de prostitutas, as sex-shops não existem somente no Red Light District: em qualquer ruazinha pequena perto do centro se passa por uma vitrine cheia de vibradores e vídeos pornôs.
Drogas
Amsterdam é famosa pelas suas Coffee Shops: estabelecimentos onde se vai para consumir maconha e/ou haxixe (ou pra acessar à Internet...). Ao se entrar em um desses estabelecimentos, o atendente geralmente oferece um cardápio onde constam vários tipos de erva, com preços em torno de 11 euros por uma quantidade entre 2 e 4 gramas (dependendo do tipo). Há também estabelecimentos especializados em plantas e cogumelos alucinógenos (na Holanda não é proibida a venda das plantas in natura, apenas do material já processado), como psylocibes, peyote, mescalina, etc. Apesar de, no nosso caso específico, não nos terem sido oferecidas, pelo que ouvimos e pudemos perceber nos avisos pela cidade, "drogas pesadas" são um problema sério.
Pessoas
Algumas impressões gerais sobre as pessoas de Amsterdam:
Muitos imigrantes, bem mais que qualquer outro lugar da Europa que visitamos. Praticamente todos os atendentes de fast-food que vimos eram imigrantes, por exemplo. Além disso, muitos turistas.
Muitos mendigos, muitos deles também imigrantes. Ao se andar de madrugada pela cidade, a cada esquina se esbarra com dois ou três mendigos "semi-marginais", que ficam seguindo, importunando, ou mesmo pedindo papel pra enrolar baseado ou isqueiro. A impressão geral é que são viciados a ponto de assaltar os transeuntes para conseguir mais droga. Lamentável.
Talvez como conseqüência do número de estrangeiros, os holandeses são bastante poliglotas. Praticamente todas as pessoas falam inglês, e alguns falam francês, italiano, alemão, espanhol... Alguns mendigos, antes de começar a mendigar, perguntam qual a língua do interlocutor.
As pessoas andam pouco de carro. A cidade é bem pequena (observando o mapa, não parece ser difícil atravessá-la a pé), com muitas ciclovias, bondes, e três linhas de metrô. Entre os jovens, o meio de transporte é a bicicleta: ao final da balada, às 4 da manhã, a maioria dos freqüentadores estava pegando sua bicicleta para ir embora.
Sim, as holandesas (aliás, as que supomos que sejam holandesas, dado o número de estrangeiros pelas ruas) têm peitos. Vistosos até mesmo pra quem não tenha acabado de chegar da China...
Conclusão
A liberdade com relação ao sexo não parece trazer nenhuma conseqüência ruim para o ambiente, exceto talvez pelas vitrines com artigos pornográficos no meio da cidade. As drogas, por sua vez, trazem um problema social mais sério: a cidade é repleta de viciados, marginalizados, rondando pelas ruas. Em apenas uma noite na cidade, um amigo nosso foi roubado (não assaltado, tiraram o dinheiro da mão dele e correram). Andando pela cidade, várias vezes grupos de mendigos (alguns drogados) ficaram nos seguindo ou esperando em esquinas. Uma noite na cidade foi suficiente, para mim, para derrubar o argumento de que é a ilegalidade que marginaliza os usuários de drogas. A cidade tem alguns cenários bonitos, e parece bastante calma, mas, infelizmente, a sensação de insegurança e decadência estraga boa parte disso.
Sunday, April 10, 2005
Shanghai II
Já de volta ao Brasil. Seguem comentários mais detalhados sobre a cidade.
Alimentação: Muito diferente da nossa. Por falar nisso, a comida chinesa não tem nada a ver com o que se serve nos restaurantes "chineses" do Brasil. Os únicos pratos que vi por lá que também se serve aqui é aquele arroz frito (yakimeshi) e uma carne de porco cortada em tirinhas, frita, com molho marrom. De resto, comidas das mais variadas e esquisitas. Eles gostam muito de um molho agridoce e de coisas apimentadas. É difícil comer uma comida sem algum desses temperos. Se você pedir vários pratos, incluindo arroz, eles servem o arroz no final. Sem molho, sem nada. Num dos restaurantes, pegamos um molho como shoyu e gengibre que acompanhava o frango e começamos a pôr no arroz. Veio uma garçonete correndo, arrancou o molho das nossas mãos, pôs tudo no frango e levou a bacia embora. Em outro, pedimos (apontando no menu, como quase sempre)um prato que incluía macarrão, bife de porco e ovo. Veio uma sopa de macarrão com o bife e o ovo boiando. Muitas outras comidas eu não sei descrever (e nem sei o que eram). Tem uma série de pratos com frutos do mar e cogumelos. Pra escapar, McDonalds (tem pra todo lado lá). O menu é um pouco diferente (inclui alguns pratos locais), mas tem o básico. Pra beber, refrigerantes, cerveja, água, tudo normal; um vinho de arroz horroroso; e chá (normalmente vem grátis, antes da refeição). Em um restaurante também nos deram um copo de água quente pra beber.
Comunicação: Chinês é muito diferente de todos os idiomas ocidentais que já vi. Só aprendi uma coisa: "Ni Hao", que é uma saudação. De resto, "engrish". É impressionante como eles têm dificuldades com o inglês. Mesmo placas oficiais costumam ter um inglês tosco e errado. É raríssimo encontrar um texto escrito corretamente ou um chinês que fale bem o inglês. No entanto, com alguns gestos e bastante paciência, dá pra se virar.
Compras: Algumas lojas têm preços marcados e não há muita margem para negociação. Na maior parte dos casos, barganhar é quase uma obrigação. Em alguns lugares, a cara de pau é tanta que se anunciam promoções surreais do tipo "de 1000 por 150". Se você demonstrar interesse, os vendedores tentam vender a qualquer custo. Te puxam pelo braço, dizendo "look look, no problem" ou "cheaper for you". Se você reclama do preço, eles puxam a calculadora e dizem "you say how much!". Nesse momento, dependendo do item, você pode propor até um quinto do preço proposto. Eletrônicos não têm uma margem tão grande (nunca desce da metade do preço inicial, em geral desce uns 30%). O vendedor em geral vai reclamar (e se ele fizer algum gemido, do tipo "piii" ou "uuuuu", é porque você desceu o suficiente), mas muitas vezes, se ameaçar sair da loja, ele aceita.
Baladas: O som e o ambiente são bem parecidos com os daqui. Tem um pop rock chinês que é triste, mas também nada muito diferente de algumas porcarias populares no Brasil. O comportamento das pessoas é diferente. É muito fácil contato físico (em geral, basta chegar junto), mas é muito difícil beijar. Parece que na cultura deles um beijo é algo mais importante, mas não consegui perguntar pra ter certeza. Tem muitas mulheres aproveitadoras, que já chegam pedindo pra você pagar uma bebida pra elas.
Aparência: Quase não existem chineses gordos. As chinesas têm a pele muito bonita, mas não têm corpo. As roupas não mudam muito das nossas, exceto por uma quantidade maior de ternos e pelos "rasgos" (como é o nome disso?) nas saias que vão quase até a cintura.
Arquitetura: No centro (e particularmente em Pudong, região em que se instalaram as empresas estrangeiras), os prédios dominam. Construções gigantescas e muito modernas. Shanghai é a cidade mais vertical que eu conheço (muito mais que São Paulo). Aquelas casas mais "orientais" só existem em parques e locais específicos de visitação. No subúrbio, pessoas se amontoam em pequenos prédios de dois andares, separados por ruas minúsculas.
Ambiente: As ruas são limpas e um pouco arborizadas. De forma geral, a cidade tem um feeling muito urbano: concreto e asfalto pra todo lado. Uma nuvem de fumaça cobre a região central a maior parte do tempo (céu azul é raro). O sol se põe na fumaça bem antes de encontar o horizonte.
Segurança: Não vi nenhum assalto e (aparentemente) não corri nenhum risco. Parece que os índices de criminalidade na cidade são mínimos.
Transporte: Como eu tinha mencionado, o trânsito é caótico. Os sinais são meros enfeites, quem chegar primeiro passa. Os carros e bicicletas buzinam quase sempre, inclusive pra carros parados no sinal vermelho. Não entendi até agora como eles não batem. O metrô cobre uma área grande da cidade (e, neste momento, estão sendo construídas 100 novas estações) e funciona bem. No horário de pico fica insuportavelmente cheio (vimos inclusive um guarda empurrando as pessoas pra dentro do trem). Não vi caminhões, creio que a maior parte da carga pesada é transportada via fluvial, através do rio principal (Huangpu) e de vários canais menores. A cidade conta com dois aeroportos e um maglev (que serve um trecho curto, conectando o aeroporto mais afastado ao centro - 30km em 7 minutos).
Avaliação geral: A impressão que tive é totalmente diferente do que eu esperava da China. Achei que veria mais pobreza e mais repressão do estado. Gostei de visitar a cidade, mas não moraria nela. Depois de algum tempo, o cenário pessoas-prédios-pessoas acaba saturando.
Alimentação: Muito diferente da nossa. Por falar nisso, a comida chinesa não tem nada a ver com o que se serve nos restaurantes "chineses" do Brasil. Os únicos pratos que vi por lá que também se serve aqui é aquele arroz frito (yakimeshi) e uma carne de porco cortada em tirinhas, frita, com molho marrom. De resto, comidas das mais variadas e esquisitas. Eles gostam muito de um molho agridoce e de coisas apimentadas. É difícil comer uma comida sem algum desses temperos. Se você pedir vários pratos, incluindo arroz, eles servem o arroz no final. Sem molho, sem nada. Num dos restaurantes, pegamos um molho como shoyu e gengibre que acompanhava o frango e começamos a pôr no arroz. Veio uma garçonete correndo, arrancou o molho das nossas mãos, pôs tudo no frango e levou a bacia embora. Em outro, pedimos (apontando no menu, como quase sempre)um prato que incluía macarrão, bife de porco e ovo. Veio uma sopa de macarrão com o bife e o ovo boiando. Muitas outras comidas eu não sei descrever (e nem sei o que eram). Tem uma série de pratos com frutos do mar e cogumelos. Pra escapar, McDonalds (tem pra todo lado lá). O menu é um pouco diferente (inclui alguns pratos locais), mas tem o básico. Pra beber, refrigerantes, cerveja, água, tudo normal; um vinho de arroz horroroso; e chá (normalmente vem grátis, antes da refeição). Em um restaurante também nos deram um copo de água quente pra beber.
Comunicação: Chinês é muito diferente de todos os idiomas ocidentais que já vi. Só aprendi uma coisa: "Ni Hao", que é uma saudação. De resto, "engrish". É impressionante como eles têm dificuldades com o inglês. Mesmo placas oficiais costumam ter um inglês tosco e errado. É raríssimo encontrar um texto escrito corretamente ou um chinês que fale bem o inglês. No entanto, com alguns gestos e bastante paciência, dá pra se virar.
Compras: Algumas lojas têm preços marcados e não há muita margem para negociação. Na maior parte dos casos, barganhar é quase uma obrigação. Em alguns lugares, a cara de pau é tanta que se anunciam promoções surreais do tipo "de 1000 por 150". Se você demonstrar interesse, os vendedores tentam vender a qualquer custo. Te puxam pelo braço, dizendo "look look, no problem" ou "cheaper for you". Se você reclama do preço, eles puxam a calculadora e dizem "you say how much!". Nesse momento, dependendo do item, você pode propor até um quinto do preço proposto. Eletrônicos não têm uma margem tão grande (nunca desce da metade do preço inicial, em geral desce uns 30%). O vendedor em geral vai reclamar (e se ele fizer algum gemido, do tipo "piii" ou "uuuuu", é porque você desceu o suficiente), mas muitas vezes, se ameaçar sair da loja, ele aceita.
Baladas: O som e o ambiente são bem parecidos com os daqui. Tem um pop rock chinês que é triste, mas também nada muito diferente de algumas porcarias populares no Brasil. O comportamento das pessoas é diferente. É muito fácil contato físico (em geral, basta chegar junto), mas é muito difícil beijar. Parece que na cultura deles um beijo é algo mais importante, mas não consegui perguntar pra ter certeza. Tem muitas mulheres aproveitadoras, que já chegam pedindo pra você pagar uma bebida pra elas.
Aparência: Quase não existem chineses gordos. As chinesas têm a pele muito bonita, mas não têm corpo. As roupas não mudam muito das nossas, exceto por uma quantidade maior de ternos e pelos "rasgos" (como é o nome disso?) nas saias que vão quase até a cintura.
Arquitetura: No centro (e particularmente em Pudong, região em que se instalaram as empresas estrangeiras), os prédios dominam. Construções gigantescas e muito modernas. Shanghai é a cidade mais vertical que eu conheço (muito mais que São Paulo). Aquelas casas mais "orientais" só existem em parques e locais específicos de visitação. No subúrbio, pessoas se amontoam em pequenos prédios de dois andares, separados por ruas minúsculas.
Ambiente: As ruas são limpas e um pouco arborizadas. De forma geral, a cidade tem um feeling muito urbano: concreto e asfalto pra todo lado. Uma nuvem de fumaça cobre a região central a maior parte do tempo (céu azul é raro). O sol se põe na fumaça bem antes de encontar o horizonte.
Segurança: Não vi nenhum assalto e (aparentemente) não corri nenhum risco. Parece que os índices de criminalidade na cidade são mínimos.
Transporte: Como eu tinha mencionado, o trânsito é caótico. Os sinais são meros enfeites, quem chegar primeiro passa. Os carros e bicicletas buzinam quase sempre, inclusive pra carros parados no sinal vermelho. Não entendi até agora como eles não batem. O metrô cobre uma área grande da cidade (e, neste momento, estão sendo construídas 100 novas estações) e funciona bem. No horário de pico fica insuportavelmente cheio (vimos inclusive um guarda empurrando as pessoas pra dentro do trem). Não vi caminhões, creio que a maior parte da carga pesada é transportada via fluvial, através do rio principal (Huangpu) e de vários canais menores. A cidade conta com dois aeroportos e um maglev (que serve um trecho curto, conectando o aeroporto mais afastado ao centro - 30km em 7 minutos).
Avaliação geral: A impressão que tive é totalmente diferente do que eu esperava da China. Achei que veria mais pobreza e mais repressão do estado. Gostei de visitar a cidade, mas não moraria nela. Depois de algum tempo, o cenário pessoas-prédios-pessoas acaba saturando.
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