Sunday, July 13, 2003

Questionario

Achei legal essa "moda" que anda por alguns blogs e resolvi responder também.

a) escolha uma banda/artista preferida
b) responda as 10 perguntas a seguir APENAS com títulos dessa banda/artista

01. are you male or female? The Silent Man
02. describe yourself: Learning To Live
03. how do some people feel about you? Status Seeker
04. how do you feel about yourself? Burning My Soul
05. describe your bf/gf: Innocence
06. where would you rather be? Another World
07. describe what you want to be: Finally Free
08. describe how you live: A Change Of Seasons
09. describe how you love: Through Her Eyes
10. share a few words of wisdom: Take The Time

Qual é a banda?

Bons Pressagios

Bom, minha leitura está andando de novo (e como sempre ignorando a "fila"). Li Sandman inteiro (perfeito, mas vou deixar a resenha pra outro). Li também Through the Looking Glass (o Japa já fez uma resenha). Finalmente, li um livro do Gaiman em coautoria com Terry Pratchett -- Good Omens.
O livro traz uma narrativa sarcástica dos últimos dias da Terra. Quando digo sarcástica eu digo inglesa. Altíssima qualidade. A história se desenvolve com Crowley (ou Crawly, a serpente do pecado original) e Aziraphale (um anjo e vendedor de livros raros) decidindo que o Armagedom não os é conveniente, e tentando sabotá-lo. Armagedom este que começará numa cidadezinha minúscula do interior da Inglaterra.
Outros personagens desta aventura são (em ordem nenhuma): Anathema Device, ocultista e detentora do livro de profecias de sua ancestral Agnes Nutter (que foi um fracasso de vendas porque as profecias eram exatas demais); o Destruidor de Mundos e seus 3 amiguinhos; Newton Pulsifer, caçador de bruxas e fracassado, descendente de Thou-Shalt-not-Commit-Adultery Pulsifer, que matou Agnes; os quatro cavaleiros do apocalipse: Fome, Guerra, Poluição (a Pestilência desistiu do cargo com a invenção da penicilina) e Morte; e, finalmente, um entregador.
Como personagens coadjuvantes temos Madame Tracy, uma charlatã e "jezebel" nas quintas-feiras a noite; o líder do exército de caçadores de bruxas; um cachorro; o presidente da associação de moradores; Metátron (a Voz de Deus); Hastur; Ligur; Beelzebub; Mary Loquacious da ordem satânica "tagarela" de St. Beryl; o carro do Crowley, um Bentley 1926 que transforma qualquer fita que permaneça mais de uma quinzena dentro dele em uma fita do Queen; os quatro "outros motoqueiros" (Grievous Bodily Harm, Cruelty to Animals, Things Not Working Properly Even After You've Given Them A Good Thumping But Secretly No Alcohol Lager, and Really Cool People) e um circo de outras criaturas bizarras do apocalipse, como atlantes, tibetanos, americanos, alienígenas...
Cada detalhe é extremamente bem aproveitado e a história é extremamente elaborada (essa é a parte "Gaiman"), ao mesmo tempo que aparecem várias alfinetadas, ironias, e todo tipo de humor inteligente. É um livro pra se rir o tempo inteiro, mas com uma história por trás.
Pensei em colar aqui o trecho em que os quatro "outros" motoqueiros se nomeiam, mas o trecho é muito grande. Colocarei então o trecho sobre a origem do universo.


Eleven years ago


Current theories on the creation of the Universe state that, if it was created at all and didn't just start, as it were, unofficially, it came into being between ten and twenty thousand million years ago. By the same token the earth itself is generally supposed to be about four and a half thousand million years old.
These dates are incorrect.
Medieval Jewish scholars put the date of the Creation at 3760 B.C. Greek Orthodox theologians put Creation as far back as 5508 B.C.
These suggestions are also incorrect.
Archbishop James Usher (1580-1656) published Annales Veteris et Novi Testaments in 1654, which suggested that the Heaven and the Earth were created in 4004 B.C. One of his aides took the calculation further, and was able to announce triumphantly that the Earth was created on Sunday the 21st of October, 4004 B.C., at exactly 9:00 A.M., because God liked to get work done early in the morning while he was feeling fresh.
This too was incorrect. By almost a quarter of an hour.
The whole business with the fossilized dinosaur skeletons was a joke the paleontologists haven't seen yet.
This proves two things:
Firstly, that God moves in extremely mysterious, not to say, circu-itous ways. God does not play dice with the universe; He plays an ineffable game of His own devising, which might be compared, from the perspective of any of the other players, [ie., everybody.] to being involved in an obscure and complex version of poker in a pitch-dark room, with blank cards, for infinite stakes, with a Dealer who won't tell you the rules, and who smiles all the time.
Secondly, the Earth's a Libra.
The astrological prediction for Libra in the "Your Stars Today" column of the Tadfield Advertiser, on the day this history begins, read as follows:

LIBRA. 24 September-23 October.
You may be feeling run down and always in the same old daily round Home and family matters are highlighted and are hanging fire. Avoid unnecessary risks. A friend is important to you. Shelve major decisions until the way ahead seems clear. You may be vulnerable to a stomach upset today, so avoid salads. Help could come from an unexpected quarter.

This was perfectly correct on every count except for the bit about the salads.

Tuesday, July 08, 2003

A Felicidade Conjugal

Há quanto tempo!? Nem lembro quando foi a última vez que postei, mas como ninguém me expulsou daqui, aí vai... :)

Acabei de ler, ontem, o conto (ou novela, não sei ao certo) A Felicidade Conjugal, de Tolstói. Para dar uma idéia do quanto eu apreciei esta obra, o único livro que me modificou tanto o humor foi Crime e Castigo. A história em si não parece nem um pouco atraente: se eu tivesse lido apenas um resumo sem saber quem havia escrito, diria que é até tola, apenas mais uma história de amor. No entanto, a densidade dos personagens, o estilo característico do autor e a maneira como a história é abordada tornam esta obra primorosa. Mais um ponto para os russos.

Agora é Ana Karenina que entra na minha fila de livros por ler. Antes, porém, pretendo ler Onde Está o Amor, Deus Está Também, para concluir minha coletânea de contos e novelas de Tolstói.

Friday, June 27, 2003

O Incrível Brutamontes

Hulk é um lixo. Lamentável, horrível! O filme é do mesmo nível de Power Rangers, Chapolim ou Tartartugas Ninja. Pseudo-ciência até não poder mais ("ele é uma espécie de campo eletromagnético invertido" ou um cara contando adeninas e citosinas na mão e descobrindo que o DNA era do filho dele), computação gráfica lamentável (roupa esticando feito elástico), monstros de quinta categoria (incluindo um super poodle do mal), cenas totalmente sem propósito (o diretor devia ter alguma fixação por helicópteros e fungos), divisão da tela em quadros inútil e mal feita (numa tentativa frustrada de imitar o estilo de um comic), romancezinho-draminha tosco e pouca violência gratuita (o que ainda poderia ter salvo). Isso sem falar no final...
O trailer parece bom, mas é mentira. Não gaste o seu dinheiro. Não assista.

Tuesday, June 24, 2003

Nós somos gênios incompreendidos. Mentes à frente de nosso tempo. Seguindo a série há muito esquecida dos textos inclassificáveis, segue o quarto. (Se você contou, sabe agora que o três foi pulado - por quê?)
Se você for idiota o suficiente para ficar interessado, na primeira parte do Arquivo pode-se encontrar os outros dois.

Com vocês, 4. Um texto de André Lima, Renato Sousa e Thiago Hirai.

O alto grau de torra do café denominava ferozmente a lascívia narcisista da letra jota. Monstros vegetais incutiam graves danos nas mães dos tombadores de feijão, honrando o pacto há muito feito com os equilibristas alfabéticos. Certa feita, por exemplo, outros demandaram:
- Entreguem o pão com ovo!
Retrucaram-lhes, entretanto:
- Excesso de biscoito!
No entanto, não era a alimentação que afligia o grande sabonete; o problema era com as bolhas assimétricas. Suas primas, as batatas, não serviam para pipoca e, não satisfeitas com tal, tentaram subornar o milho. A isso sucedeu a guerra dos perecíveis, cujos efeitos foram sentidos nas sete primeiras dimensões. Como resultado maior, o inquisidor estapafúrdio esgotou as pilhas duracell do coelho rosa.
Dura, dura, dura, mas acaba. Acaba tanto quanto este texto, que ultrapassou o fim. Acaba quando termina. Ou não,
Angus, o primeiro guerreiro

O primeiro livro (de uma série de sete) trata da história de um guerreiro viking, no interessantíssimo cenário da Grã-Bretanha na alta idade média (século IX). O autor, Orlando Paes Filho, a partir de um detalhado estudo do período, mescla seu conto fantástico com inúmeras referências históricas.
Entre influências da mitologia nórdica e do cristianismo, o protagonista enfrenta suas primeiras batalhas e desafios e se torna um herói, fundando o clã MacLachlan. Este clã continuará a saga que, diz a contracapa, se estenderá "até as cruzadas do século XXI" (?).
O livro conta com um projeto gráfico diferenciado, com muitas ilustrações. Alguns usos de computação gráfica me pareceram ruins, mas em geral a arte da obra é bonita.
A idéia e o ambiente são bons e por isto o livro já vale a pena. No entanto, o estilo do autor não me agradou muito. Para narrar histórias épicas, é fundamental a utilização da terceira pessoa. Para dar maior grandiosidade aos personagens e eventos, é necessário um vocabulário mais rebuscado e metáfora mais ricas e líricas. Não que eu fizesse melhor, mas enfim... Tolkien elevou permanentemente meus padrões no que se trata de fantasia de qualidade.

Monday, June 23, 2003

Bush diz que Saddam destruiu armas antes da guerra

Fantástica a lógica: se o Saddam não destruir as "armas de destruição em massa", faremos guerra. Feita a guerra, conclui-se que realmente o Saddam era demoníaco. Ele destruiu as armas e não avisou ninguém, ou seja, além de ditador aliado de satã, o cara era um mentiroso.
PT estuda processo contra deputado João Fontes
O deputado divulgou uma fita antiga em que Lula ataca propostas de reforma em discurso. O diretório do partido decidirá qual punição será aplicada.

A dúvida que fica é: desde quando divulgar a verdade é crime? Este clima de inquisição do PT contra os "radicais" (coerência pra quê?) é uma vergonha.

Sunday, June 08, 2003

Escrevi um conto novo. Curto. Esta imagem da planície deserta andava me atormentando, então escrevi. Opiniões são bem vindas. :)

Clique aqui para ler, ou aqui caso não funcione.

Friday, June 06, 2003

E o último passo do blog rumo à perversão do objetivo de divulgar informações culturais: fofoca.

Admiradores de Tarja Turunen, a bela vocalista do Nightwish: tirem o cavalinho da chuva, rapazes. Ela vai casar. A notícia foi publicada no site da banda.
Para quem acha que o mundo não é tão injusto:

Metade do mundo vive na pobreza, diz ONU

Thursday, May 29, 2003

Deputados do PT criticam política econômica

Só quero ver. Será que os 30 deputados também serão tachados "radicais"?

Thursday, May 22, 2003

Atenção. Leia apenas se já tiver assistido o filme: o Diálogo.
Matrix Reloaded

Uma combinação perfeita de ação, humor e filosofia. Talvez nem tanta filosofia assim, mas muita, muita ação de alta qualidade.

Neste episódio mais detalhes sobre a ambientação são apresentados. Passagens na cidade escondida, Zion, mostram como vivem os humanos no "mundo real". São realizadas algumas missões na Matrix, todas ligadas ao objetivo de cumprir a profecia. A veracidade desta é questionada, e Neo continua confuso com a questão do "destino".

O filme responde a algumas dúvidas mas apresenta muitas outras (o que, por sinal, garante o sucesso de bilheteria de Matrix Revolution). De qualquer forma, a melhor parte são as lutas. Destaque para Neo versus 100 Smiths, aparar (espada) com a mão (Neo) e Morpheus (isso é que é eficiência) versus gêmeos-fantasma (ou seja lá qual for o nome deles).

Certamente um dos filmes mais divertidos e empolgantes que já assisti. Se você ainda não viu, vá correndo. E não esqueça de esperar até o final dos créditos para ver o trailer de Matrix Revolution.

Sunday, May 18, 2003

S1M0NE
(eu ainda acho que deveria ser S1M0N3)

O filme trata de um diretor de cinema fracassado e uma atriz criada digitalmente, que todos acreditam ser real e que se torna, rapidamente, um grande sucesso (muito maior que o diretor).

Spoilers ahead.
A idéia por trás da história é interessante, que é a questão da manipulação da realidade (um tempo atrás, o Ricardo questionou algumas manipulações de vídeos que a Globo têm feito) e da imbecilidade das massas. Mas o filme deixa muito a desejar. Tudo gira em torno da mesma piada: a crença na farsa; o Al Pacino não deveria fazer comédias (pelo menos não deste nível); as questões técnicas (sobre computação) são esquecidas (como já é típico de Hollywood): um computador normal renderizando imagens perfeitas instantaneamente, reconhecimento de imagens perfeito, vírus de computador "reversível".

Levemente divertido, mas poderia ser muito melhor.

Em tempo: Simone não foi totalmente gerada em computador. Uma atriz canadense (pouco citada), Rachel Roberts, serviu de base física para a criação da personagem, que foi modificada digitalmente.
Homero

Diminuí meu débito com a literatura clássica universal e com os gregos. Comecei e terminei de ler a Iliíada ano passado (por causa do último ábum do Blind Guardian, que tem várias citações da obra (o Blind contribui muito para aumentar minha cultura (Tolkien, Homero))).
Comprei a Odisséia este ano e terminei faz alguns dias. Ambas são um tanto quanto chatas, em parte porque a forma do poema original vai embora na tradução, em parte por causa de algumas descrições exageradas e enfadonhas, Mas são interessantes, principalmente para perceber as influências que a cultura grega exerceu (direta e indiretamente) na nossa.

Tuesday, May 13, 2003

França: Reforma na Previdência motiva greve.

A Europa é o mais próximo de "decência" que existe neste mundo.

Friday, May 09, 2003

Bush e Blair indicados ao Nobel da Paz

Não é um amor? Eles nos salvaram, são nossos heróis.

Wednesday, May 07, 2003

Coluna interessante do Érico sobre a série em que o Capitão América repensa (?) a América (!!). Quem diria...
Excelente texto sobre o papel da mídia na aprovação da incrivelmente cínica reforma da previdência.