Matrix Reloaded
Uma combinação perfeita de ação, humor e filosofia. Talvez nem tanta filosofia assim, mas muita, muita ação de alta qualidade.
Neste episódio mais detalhes sobre a ambientação são apresentados. Passagens na cidade escondida, Zion, mostram como vivem os humanos no "mundo real". São realizadas algumas missões na Matrix, todas ligadas ao objetivo de cumprir a profecia. A veracidade desta é questionada, e Neo continua confuso com a questão do "destino".
O filme responde a algumas dúvidas mas apresenta muitas outras (o que, por sinal, garante o sucesso de bilheteria de Matrix Revolution). De qualquer forma, a melhor parte são as lutas. Destaque para Neo versus 100 Smiths, aparar (espada) com a mão (Neo) e Morpheus (isso é que é eficiência) versus gêmeos-fantasma (ou seja lá qual for o nome deles).
Certamente um dos filmes mais divertidos e empolgantes que já assisti. Se você ainda não viu, vá correndo. E não esqueça de esperar até o final dos créditos para ver o trailer de Matrix Revolution.
Thursday, May 22, 2003
Sunday, May 18, 2003
S1M0NE
(eu ainda acho que deveria ser S1M0N3)
O filme trata de um diretor de cinema fracassado e uma atriz criada digitalmente, que todos acreditam ser real e que se torna, rapidamente, um grande sucesso (muito maior que o diretor).
Spoilers ahead.
A idéia por trás da história é interessante, que é a questão da manipulação da realidade (um tempo atrás, o Ricardo questionou algumas manipulações de vídeos que a Globo têm feito) e da imbecilidade das massas. Mas o filme deixa muito a desejar. Tudo gira em torno da mesma piada: a crença na farsa; o Al Pacino não deveria fazer comédias (pelo menos não deste nível); as questões técnicas (sobre computação) são esquecidas (como já é típico de Hollywood): um computador normal renderizando imagens perfeitas instantaneamente, reconhecimento de imagens perfeito, vírus de computador "reversível".
Levemente divertido, mas poderia ser muito melhor.
Em tempo: Simone não foi totalmente gerada em computador. Uma atriz canadense (pouco citada), Rachel Roberts, serviu de base física para a criação da personagem, que foi modificada digitalmente.
(eu ainda acho que deveria ser S1M0N3)
O filme trata de um diretor de cinema fracassado e uma atriz criada digitalmente, que todos acreditam ser real e que se torna, rapidamente, um grande sucesso (muito maior que o diretor).
Spoilers ahead.
A idéia por trás da história é interessante, que é a questão da manipulação da realidade (um tempo atrás, o Ricardo questionou algumas manipulações de vídeos que a Globo têm feito) e da imbecilidade das massas. Mas o filme deixa muito a desejar. Tudo gira em torno da mesma piada: a crença na farsa; o Al Pacino não deveria fazer comédias (pelo menos não deste nível); as questões técnicas (sobre computação) são esquecidas (como já é típico de Hollywood): um computador normal renderizando imagens perfeitas instantaneamente, reconhecimento de imagens perfeito, vírus de computador "reversível".
Levemente divertido, mas poderia ser muito melhor.
Em tempo: Simone não foi totalmente gerada em computador. Uma atriz canadense (pouco citada), Rachel Roberts, serviu de base física para a criação da personagem, que foi modificada digitalmente.
Homero
Diminuí meu débito com a literatura clássica universal e com os gregos. Comecei e terminei de ler a Iliíada ano passado (por causa do último ábum do Blind Guardian, que tem várias citações da obra (o Blind contribui muito para aumentar minha cultura (Tolkien, Homero))).
Comprei a Odisséia este ano e terminei faz alguns dias. Ambas são um tanto quanto chatas, em parte porque a forma do poema original vai embora na tradução, em parte por causa de algumas descrições exageradas e enfadonhas, Mas são interessantes, principalmente para perceber as influências que a cultura grega exerceu (direta e indiretamente) na nossa.
Diminuí meu débito com a literatura clássica universal e com os gregos. Comecei e terminei de ler a Iliíada ano passado (por causa do último ábum do Blind Guardian, que tem várias citações da obra (o Blind contribui muito para aumentar minha cultura (Tolkien, Homero))).
Comprei a Odisséia este ano e terminei faz alguns dias. Ambas são um tanto quanto chatas, em parte porque a forma do poema original vai embora na tradução, em parte por causa de algumas descrições exageradas e enfadonhas, Mas são interessantes, principalmente para perceber as influências que a cultura grega exerceu (direta e indiretamente) na nossa.
Tuesday, May 13, 2003
França: Reforma na Previdência motiva greve.
A Europa é o mais próximo de "decência" que existe neste mundo.
A Europa é o mais próximo de "decência" que existe neste mundo.
Wednesday, May 07, 2003
Friday, April 25, 2003
Sunday, April 20, 2003
Solaris
Excelente filme, muito filosófico. Uma abordagem diferente e criativa para questões a respeito de vida e morte, realidade e escolhas. Talvez a ambientação de ficção científica desagrade alguns, mas o eixo principal do filme passa longe desta. Na minha opinião, é um ponto positivo, visto que a racionalização instiga o espectador a tentar enteder, refletindo mais sobre a história.
Música adequada, efeitos especiais bonitos, boa atuação do Clooney. Parabéns aos senhores Soderbergh e Cameron.
Altamente recomendado.
Excelente filme, muito filosófico. Uma abordagem diferente e criativa para questões a respeito de vida e morte, realidade e escolhas. Talvez a ambientação de ficção científica desagrade alguns, mas o eixo principal do filme passa longe desta. Na minha opinião, é um ponto positivo, visto que a racionalização instiga o espectador a tentar enteder, refletindo mais sobre a história.
Música adequada, efeitos especiais bonitos, boa atuação do Clooney. Parabéns aos senhores Soderbergh e Cameron.
Altamente recomendado.
Lembrado pela Raquel, corrijo a injustiça feita com Dream Catcher. Teve UM ponto positivo: antes do filme exibiram um pequeno filme (sob título de Animatrix (de anime não tem nada, é uma animação totalmente renderizada digitalmente)), "The final flight of Osiris". Este pequeno fillme de nove minutos valeu muito mais a pena que as duas horas do outro. Inicia com uma sessão de treinamento de artes marciais (katanas com olhos vendados naquele conhecido cenário tipo tekken), em que a sensualidade do casal digital quase convence. O treinamento é interrompido, atacam a nave, a moça precisa deixar um aviso em algum lugar da Matrix. Segue-se uma seqüência acrobática entre fios de alta tensão de tirar o fôlego. Muito legal. Certamente os criadores não esgotaram sua criatividade no uso inteligente dos clichês, dos efeitos especiais e das peripécias sobre-humanas. Matrix Reloaded e Revolution prometem.
Saturday, April 19, 2003
Filmes
Não assita "O Apanhador de Sonhos". É impressionantemente ruim. Cenas sem nexo com a história, alienígenas desenterrados daqueles filmes classe C, atuações deprimentes, final ruim. Péssimo.
Recém-casados é divertido. Faz algum tempo que eu não assistia uma comédia boa, então me diverti bastante. Só acho que "gastaram" muitas das cenas mais engraçadas no trailer.
Chicago é legal, mas não merecia o Oscar nem a pau. Destaques para John Reily com "Mr. Celofane" (brilhante) e Richard Gere com sei lá o quê no início (ridículo).
Assista "O Pianista"; é fantástico. Este sim merecia o Oscar. A imagem do protagonista sozinho na cidade destruída é a mais expressiva representação dos efeitos de uma guerra que eu já vi.
Não assita "O Apanhador de Sonhos". É impressionantemente ruim. Cenas sem nexo com a história, alienígenas desenterrados daqueles filmes classe C, atuações deprimentes, final ruim. Péssimo.
Recém-casados é divertido. Faz algum tempo que eu não assistia uma comédia boa, então me diverti bastante. Só acho que "gastaram" muitas das cenas mais engraçadas no trailer.
Chicago é legal, mas não merecia o Oscar nem a pau. Destaques para John Reily com "Mr. Celofane" (brilhante) e Richard Gere com sei lá o quê no início (ridículo).
Assista "O Pianista"; é fantástico. Este sim merecia o Oscar. A imagem do protagonista sozinho na cidade destruída é a mais expressiva representação dos efeitos de uma guerra que eu já vi.
Sunday, April 13, 2003
Pelo quê?
Terás tu, caro leitor, te questionado sinceramente uma vez que seja a respeito das tuas motivações? Responderias sem hesitar à questão de tua vida - pelo que lutas? Poderias justificar teus atos com tal resposta?
Vives, existes, é fato. Mas imaginas o motivo desta existência? O que viste até agora te fez crer em algo especial, ou simplesmente continuas, por pura inércia, seguindo o rebanho? Se crês, imaginas porventura que podes estar errado? Tal dúvida te aflige, ou afastas ela para o conforto da ignorância? "Quanta verdade és capaz de suportar?"
Despe teus preconceitos e olha fundo dentro da tua alma. Saibas que és abençoado caso encontres respostas em tua busca. Se não as encontrares, busca-as. Caso contrário, tua existência será vazia e desprovida de sentido.
Talvez te interesses ainda em saber o que este que te escreve descobriu:
Descobri que de nada tenho certeza, exceto que existo. Creio, por motivos que não consigo alcançar - talvez simples conveniência, talvez inspiração divina - que possuo livre arbítrio. Concluí, recentemente, que para justificar minhas ações, precisa existir alguma verdade absoluta - Deus, se preferires - de que eu tento me aproximar em minha existência. Os principais valores são, para mim, a justiça e o conhecimento.
Terás tu, caro leitor, te questionado sinceramente uma vez que seja a respeito das tuas motivações? Responderias sem hesitar à questão de tua vida - pelo que lutas? Poderias justificar teus atos com tal resposta?
Vives, existes, é fato. Mas imaginas o motivo desta existência? O que viste até agora te fez crer em algo especial, ou simplesmente continuas, por pura inércia, seguindo o rebanho? Se crês, imaginas porventura que podes estar errado? Tal dúvida te aflige, ou afastas ela para o conforto da ignorância? "Quanta verdade és capaz de suportar?"
Despe teus preconceitos e olha fundo dentro da tua alma. Saibas que és abençoado caso encontres respostas em tua busca. Se não as encontrares, busca-as. Caso contrário, tua existência será vazia e desprovida de sentido.
Talvez te interesses ainda em saber o que este que te escreve descobriu:
Descobri que de nada tenho certeza, exceto que existo. Creio, por motivos que não consigo alcançar - talvez simples conveniência, talvez inspiração divina - que possuo livre arbítrio. Concluí, recentemente, que para justificar minhas ações, precisa existir alguma verdade absoluta - Deus, se preferires - de que eu tento me aproximar em minha existência. Os principais valores são, para mim, a justiça e o conhecimento.
Thursday, March 27, 2003
French Fries
Descobri hoje que o congresso americano aprovou a substituição da expressão french fries (batatas fritas) para freedom fries. A medida foi tomada como "parte de um protesto dos Republicanos contra a oposição francesa à guerra no Iraque".
Quase inacreditável, mas é verdade. Parece aqueles filmes classe C do tipo"e se tal coisa (absurda) acontecesse, como seria o mundo?". Para ser coerentes, eles deveriam também devolver a estátua da liberdade.
E eu que achava que os americanos não eram "tão imbecis assim".
[Qvantamon: Não foi o congresso que aprovou. Foi uma decisão do comitê que administra os restaurantes do congresso, e se limita aos mesmos.]
Descobri hoje que o congresso americano aprovou a substituição da expressão french fries (batatas fritas) para freedom fries. A medida foi tomada como "parte de um protesto dos Republicanos contra a oposição francesa à guerra no Iraque".
Quase inacreditável, mas é verdade. Parece aqueles filmes classe C do tipo"e se tal coisa (absurda) acontecesse, como seria o mundo?". Para ser coerentes, eles deveriam também devolver a estátua da liberdade.
E eu que achava que os americanos não eram "tão imbecis assim".
[Qvantamon: Não foi o congresso que aprovou. Foi uma decisão do comitê que administra os restaurantes do congresso, e se limita aos mesmos.]
Friday, March 21, 2003
Para quem tinha alguma dúvida a respeito dos lucros da guerra:
Bolsas dos EUA disparam e Dow tem melhor semana desde 1982
Bolsas dos EUA disparam e Dow tem melhor semana desde 1982
A natureza versus Bush
Existe, por algum motivo desconhecido ou controverso (Deus?), uma ordem natural das coisas. Esta ordem será denominada natureza neste texto.
A natureza privilegia os organismos que contém em si maior conhecimento a respeito dela. Este conhecimento foi denominado aptidão ou adaptabilidade na teoria Darwiniana. Percebe-se esta tendência a longo prazo.
A partir deste critério, deriva-se a regra mais importante do jogo estabelecido pela natureza. A regra tem a ver com harmonia, equilíbrio. Os organismos que são incapazes de coexistir de forma harmônica com os outros invariavelmente perecem. Se, por exemplo, um organismo (ou um grupo) consumir mais recursos do que o "devido" , estes acabarão e aquele perecerá. A instabilidade não é aceita; os fatores de instabilidade são extintos cedo ou tarde na busca do equilíbrio.
Nos milhões de anos que antecederam o surgimento do homem na Terra, este processo se deu de forma lenta e gradual. Eram necessárias incontáveis gerações para que a natureza fizesse sua escolha. O conhecimento era passado lentamente entre os organismos que participaram do processo evolutivo. A introdução dos organismos conscientes representou uma fantástica - e perigosa - mudança na velocidade deste fenômeno. A consciência foi o passo mais ousado da natureza.
Uma vez que o organismo "homem" pôde analisar o conhecimento, a modificação e passagem deste entre as sucessivas gerações foi muito acelerada. Não eram mais necessários os infinitos testes do genótipo através de fenótipos diferenciados no ambiente. Não era preciso criar estruturas orgânicas diferentes para modificar o conhecimento contido nos seres. Os próprios seres podiam modificá-lo.
Neste passo, entretanto, uma parte da segurança provida pelo controle anterior foi perdida. Antes, invariavelmente aqueles organismos que não condiziam com as regras eram extintos antes de causarem maiores estragos. Agora, "conhecimentos" contrários à natureza poderiam ser propagados de forma tão veloz que a natureza não teria tempo para agir.
Esta é a causa dos absurdos dos nossos tempos. Ao longo do tempo, perdeu-se o senso do propósito inicial: conhecimento vinculado a uma existência harmônica com os outros seres. O homem perdeu esta noção, e criou, para substituí-la, teorias completamente absurdas segundo este ponto de vista. Pode-se citar a "superioridade racial", os nacionalismos, o capitalismo. As conseqüências negativas são evidentes: massacre dos povos pré-colombianos, dos negros, dos judeus; guerras mundiais; extrema desigualdade social.
Saddam e Bush representam a parte negativa dos resultados que a consciência trouxe para a evolução. Se questionados a respeito de seus motivos, responderão com as teorias estapafúrdias acima citadas. "Pelo que o senhor luta, Mr. Bush?" Uma vez eliminada toda a hipocrisia do discurso pela paz mundial, evidenciados os interesses estratégicos no petróleo da região (do qual a Europa é dependente) e nas vantagens econômicas da guerra, talvez Bush respondesse que é pelo bem estar do povo americano (em detrimento do resto do mundo, mas ele nem pensa nisso) ou pelo poder aumentado que esta ação militar lhe proporcionaria. Da mesma forma, Saddam deve ter suas ilusões a respeito do Iraque. Ilusões e nada mais, tudo pela falta de um senso de propósito.
A humanidade, ao contrário do que possa parecer, ainda não perdeu o jogo da natureza. Um sem número de pacifistas grita pelas ruas contra a guerra. Conhecimento bom, em acordância com os preceitos da natureza, também foi produzido. Grandes intelectuais defendem políticas internacionalistas, defendem o interesse de todos os homens e não de grupos isolados. E mesmo que prevaleça a estupidez dos homens armados, a natureza cobrará seu preço. A instabilidade não será suportada indefinidamente. Ou somem os exércitos, ou some a humanidade. A última opção é trágica, mas talvez nos próximos milhões de anos surja uma espécie mais tolerante no planeta. A ordem natural das coisas prevalecerá, independente das circunstâncias.
De qualquer forma, esta guerra o senhor Bush já perdeu.
Existe, por algum motivo desconhecido ou controverso (Deus?), uma ordem natural das coisas. Esta ordem será denominada natureza neste texto.
A natureza privilegia os organismos que contém em si maior conhecimento a respeito dela. Este conhecimento foi denominado aptidão ou adaptabilidade na teoria Darwiniana. Percebe-se esta tendência a longo prazo.
A partir deste critério, deriva-se a regra mais importante do jogo estabelecido pela natureza. A regra tem a ver com harmonia, equilíbrio. Os organismos que são incapazes de coexistir de forma harmônica com os outros invariavelmente perecem. Se, por exemplo, um organismo (ou um grupo) consumir mais recursos do que o "devido" , estes acabarão e aquele perecerá. A instabilidade não é aceita; os fatores de instabilidade são extintos cedo ou tarde na busca do equilíbrio.
Nos milhões de anos que antecederam o surgimento do homem na Terra, este processo se deu de forma lenta e gradual. Eram necessárias incontáveis gerações para que a natureza fizesse sua escolha. O conhecimento era passado lentamente entre os organismos que participaram do processo evolutivo. A introdução dos organismos conscientes representou uma fantástica - e perigosa - mudança na velocidade deste fenômeno. A consciência foi o passo mais ousado da natureza.
Uma vez que o organismo "homem" pôde analisar o conhecimento, a modificação e passagem deste entre as sucessivas gerações foi muito acelerada. Não eram mais necessários os infinitos testes do genótipo através de fenótipos diferenciados no ambiente. Não era preciso criar estruturas orgânicas diferentes para modificar o conhecimento contido nos seres. Os próprios seres podiam modificá-lo.
Neste passo, entretanto, uma parte da segurança provida pelo controle anterior foi perdida. Antes, invariavelmente aqueles organismos que não condiziam com as regras eram extintos antes de causarem maiores estragos. Agora, "conhecimentos" contrários à natureza poderiam ser propagados de forma tão veloz que a natureza não teria tempo para agir.
Esta é a causa dos absurdos dos nossos tempos. Ao longo do tempo, perdeu-se o senso do propósito inicial: conhecimento vinculado a uma existência harmônica com os outros seres. O homem perdeu esta noção, e criou, para substituí-la, teorias completamente absurdas segundo este ponto de vista. Pode-se citar a "superioridade racial", os nacionalismos, o capitalismo. As conseqüências negativas são evidentes: massacre dos povos pré-colombianos, dos negros, dos judeus; guerras mundiais; extrema desigualdade social.
Saddam e Bush representam a parte negativa dos resultados que a consciência trouxe para a evolução. Se questionados a respeito de seus motivos, responderão com as teorias estapafúrdias acima citadas. "Pelo que o senhor luta, Mr. Bush?" Uma vez eliminada toda a hipocrisia do discurso pela paz mundial, evidenciados os interesses estratégicos no petróleo da região (do qual a Europa é dependente) e nas vantagens econômicas da guerra, talvez Bush respondesse que é pelo bem estar do povo americano (em detrimento do resto do mundo, mas ele nem pensa nisso) ou pelo poder aumentado que esta ação militar lhe proporcionaria. Da mesma forma, Saddam deve ter suas ilusões a respeito do Iraque. Ilusões e nada mais, tudo pela falta de um senso de propósito.
A humanidade, ao contrário do que possa parecer, ainda não perdeu o jogo da natureza. Um sem número de pacifistas grita pelas ruas contra a guerra. Conhecimento bom, em acordância com os preceitos da natureza, também foi produzido. Grandes intelectuais defendem políticas internacionalistas, defendem o interesse de todos os homens e não de grupos isolados. E mesmo que prevaleça a estupidez dos homens armados, a natureza cobrará seu preço. A instabilidade não será suportada indefinidamente. Ou somem os exércitos, ou some a humanidade. A última opção é trágica, mas talvez nos próximos milhões de anos surja uma espécie mais tolerante no planeta. A ordem natural das coisas prevalecerá, independente das circunstâncias.
De qualquer forma, esta guerra o senhor Bush já perdeu.
Wednesday, March 19, 2003
Dream Theater, com o perdão da expressão, é foda pra caralho. Minha banda predileta atualmente. Estou ouvindo o "Taste the memories", um CD distribuído apenas para os membros dos fan clubs oficiais. "Moon Bubbles", instrumental, é fantástica. Que solos! As regravações de diversas músicas ficaram ótimas: Under a Glass Moon (abaixo), Wait for Sleep, entre outras. Os caras são bons, não poderia ter outro resultado.
"Under A Glass Moon
[Images: Dream Theater]
[Words: Petrucci]
Tell me
Remind me
Chase the water racing from the sky
Always beside me
Taste the memories running from my eyes
Nervous flashlights scan my dreams
Liquid shadows silence their screams
I smile at the moon
Chasing water from the sky
I argue with the clouds
Stealing beauty from my eyes
Outside the soundness of your mind
Bathing your soul in silver tears
Beneath a blackened summer sky
Praying for time to disappear
Beneath a summer sky
Under glass moonlight
Night awaits the lamb's arrival
Liquid shadows crawl
Silver teardrops fall
The bride subsides to her survival
By your hand
I've awakened
Bear this honor in my name"
"Under A Glass Moon
[Images: Dream Theater]
[Words: Petrucci]
Tell me
Remind me
Chase the water racing from the sky
Always beside me
Taste the memories running from my eyes
Nervous flashlights scan my dreams
Liquid shadows silence their screams
I smile at the moon
Chasing water from the sky
I argue with the clouds
Stealing beauty from my eyes
Outside the soundness of your mind
Bathing your soul in silver tears
Beneath a blackened summer sky
Praying for time to disappear
Beneath a summer sky
Under glass moonlight
Night awaits the lamb's arrival
Liquid shadows crawl
Silver teardrops fall
The bride subsides to her survival
By your hand
I've awakened
Bear this honor in my name"
Tuesday, March 11, 2003
A Carta Capital é uma ótima revista. Creio que ela e a Caros Amigos sejam as duas melhores publicações nacionais atuais no que se refere a política. Além disso, fala de economia e cultura. Boa parte do conteúdo está no site da revista.
Neste mês, sugiro uma matéria muito interessante falando sobre as dificuldades que as emissoras de TV estatais enfrentam na sua missão de fornecer ao público cultura de qualidade independente do mercado. Salienta particularmente os problemas que a TV Cultura (sem sombra de dúvida a melhor emissora nacional) tem tido. Leiam.
Neste mês, sugiro uma matéria muito interessante falando sobre as dificuldades que as emissoras de TV estatais enfrentam na sua missão de fornecer ao público cultura de qualidade independente do mercado. Salienta particularmente os problemas que a TV Cultura (sem sombra de dúvida a melhor emissora nacional) tem tido. Leiam.
Monday, March 03, 2003
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