Obsevando a barrinha ali à direita, o internauta atento perceberá que temos um novo autor conosco: Thiago Ganzarolli. Bem-vindo, X-low. Se estamos tentando compensar a inconstância na estatística? Claro que estamos.
O texto ali embaixo foi classificado pelo André como "neobucólico". Genial.
Falando em André, seria bom se ele contasse alguma coisa da Itália (ou alguma coisa qualquer). Alexandre e Renato também se perderam, e eu mesmo passo semanas sem postar. Alguém devia dar um jeito nesse blog.
Tuesday, July 26, 2005
Sunday, July 24, 2005
Scotland Yard e o suposto terrorista
Detalhes da investigação ainda não foram revelados, mas já é claro que a renomada polícia inglesa cometeu um erro lamentável. Mais do que nunca, lembramos do conselho de Gandalf:
"Many that live deserve death. And some that die deserve life. Can you give it to them? Then do not be too eager to deal out death in judgement. For even the very wise cannot see all ends."
"Many that live deserve death. And some that die deserve life. Can you give it to them? Then do not be too eager to deal out death in judgement. For even the very wise cannot see all ends."
Em Busca da Terra do Nunca
Assisti numa sexta-feira com muito sono após ter tomado muita cerveja e comido muita carne (algo que normalmente não faço) e gostei bastante. Talvez o estado de semi-vigília tenha realçado a impressão idílica das passagens que tratam da Terra do Nunca. Eu adquiri um certo repúdio por Peter Pan ao longo da minha infância, e a última adaptação da história para o cinema também não ajudou. Eu gostava da versão animada meio anime que passava na Globo há muito tempo atrás. Depois teve uma outra versão muito ruim. Quando tornam Peter arrongante demais além de virtualmente intangível, a história fica chata. Hun, não sei bem definir, talvez quando americanizam Peter Pan é que vire uma droga.
Bem, o filme foca na inspiração e nos motivos que levaram J.M. Barrie a escrever a peça. Johnny Depp está muito bem, assim como Kate Winslet. Embora eu seja suspeito para comentar sobre Kate Winslet, ela me lembra uma amiga, e isso afeta meu julgamento. Sempre a adoro em qualquer filme. Depois de 'Brilho eterno...' isso piorou, porque me identifiquei com muitas aspectos da história, e o personagem dela me lembrou ainda de outra pessoa, de uma forma bem marcante.
Voltando ao objetivo deste post: o filme me fez lembrar de todas as metáforas e imagens realmente interessantes evocadas pela história de Peter Pan e os garotos perdidos. Como o crocodilo tic-tac perseguindo o Capitão Gancho, do qual já tomou uma parte, assim como o tempo inexorável perseguindo a todos nós, que de certa forma vai nos amputando. A inocência e a beleza das brincadeiras de infância, o fascínio de sair voando por uma janela. (Hun, agora me lembrei de "We're going to be Friends", White Stripes).
Final comments:
Tinha uma pessoa dormindo ao meu lado :-)
I love to hear british accent.
Quero descobrir quem é a atriz que faz Peter na peça.
Bem, o filme foca na inspiração e nos motivos que levaram J.M. Barrie a escrever a peça. Johnny Depp está muito bem, assim como Kate Winslet. Embora eu seja suspeito para comentar sobre Kate Winslet, ela me lembra uma amiga, e isso afeta meu julgamento. Sempre a adoro em qualquer filme. Depois de 'Brilho eterno...' isso piorou, porque me identifiquei com muitas aspectos da história, e o personagem dela me lembrou ainda de outra pessoa, de uma forma bem marcante.
Voltando ao objetivo deste post: o filme me fez lembrar de todas as metáforas e imagens realmente interessantes evocadas pela história de Peter Pan e os garotos perdidos. Como o crocodilo tic-tac perseguindo o Capitão Gancho, do qual já tomou uma parte, assim como o tempo inexorável perseguindo a todos nós, que de certa forma vai nos amputando. A inocência e a beleza das brincadeiras de infância, o fascínio de sair voando por uma janela. (Hun, agora me lembrei de "We're going to be Friends", White Stripes).
Final comments:
Tinha uma pessoa dormindo ao meu lado :-)
I love to hear british accent.
Quero descobrir quem é a atriz que faz Peter na peça.
divagação
Penúltimo gole do chá de jasmim, agora já morno. Lá fora, o cinza melancólico da dia vai se transformando em roxo urbano. Tarde de almoço lento e passos sem pressa. Tempo de curar feridas, de ter preguiça e ensaiar saudades. Passa um avião, param os carros, late um cachorro. A tela do computador ilumina de leve um rosto cansado. As palavras procuram sentido em si próprias, não acham e fogem em vagas reticências...
Thursday, July 14, 2005
Filmes
Fantastic 4 (meio como Spiderman e X-men, será é que com a Marvel?) entretém. Batman Begins (finalmente conseguiram) é bom. War of the Worlds (o final é triste) é médio. Millions (alguém lá andou jogando The Sims!) é ótimo.
Monday, July 11, 2005
Wednesday, July 06, 2005
interesting times are truly a curse
Como dizia um professor meu, olhando as caras de dúvida da turma:
- Não entenderam? Não se preocupem, porque eu também não estou entendendo nada.
- Não entenderam? Não se preocupem, porque eu também não estou entendendo nada.
Sunday, June 26, 2005
Friday, June 24, 2005
Novos Horizontes
Bom, atendendo à reclamação do Ricardo, finalmente estou escrevendo sobre o que ocorre de importante na minha vida. Andei meio sumido porque estive doente (é, a gripe esse ano foi violenta) e porque estava em uma fase de muitas indefinições. Aparentemente o pior da tempestade passou, e já vejo os primeiros sinais de terra firme à frente.
Chega de metáforas. A maioria dos 7 leitores desse espaço já deve saber, mas aí vai: recebi uma oferta para trabalhar na Microsoft. É, aquela do Windows, do Bill Gates. Estou aguardando o visto, que deve demorar um bom tempo, mas fora isso está tudo certo. A proposta foi excelente e estou muito satisfeito. Se tudo correr bem, em Outubro estou indo para Redmond integrar o grupo "Identity & Access".
Devo passar ainda um mês aqui em São Paulo e depois vou para o Sul. Espero encontrar todos vocês antes de viajar. Depois, aguardarei as visitas em Seattle. :)
Chega de metáforas. A maioria dos 7 leitores desse espaço já deve saber, mas aí vai: recebi uma oferta para trabalhar na Microsoft. É, aquela do Windows, do Bill Gates. Estou aguardando o visto, que deve demorar um bom tempo, mas fora isso está tudo certo. A proposta foi excelente e estou muito satisfeito. Se tudo correr bem, em Outubro estou indo para Redmond integrar o grupo "Identity & Access".
Devo passar ainda um mês aqui em São Paulo e depois vou para o Sul. Espero encontrar todos vocês antes de viajar. Depois, aguardarei as visitas em Seattle. :)
Monday, June 13, 2005
Team America
Já que resolveram não passar no Brasil, baixei e assisti. A melhor parte definitivamente são os primeiros minutos. O único problema é que eu já tinha visto esses minutos no trailer.
A crítica potencialmente pesada se perde no meio do exagero das piadas. Muitas vezes, própria piada se perde por lá também... Uma pena.
A crítica potencialmente pesada se perde no meio do exagero das piadas. Muitas vezes, própria piada se perde por lá também... Uma pena.
Sunday, June 12, 2005
Sr. e Sra. Smith
Ação gratuita com uma grande dose de humor. Discussões de relacionamento com facas, pistolas, bombas e similares. Divertidíssimo!
Monday, June 06, 2005
Neuromancer
Terminei. Bom livro, bem diferente de tudo que eu já tinha lido. O autor, William Gibson, aparentemente não sabe quase nada sobre computadores. Não que ele esteja preocupado com isso, muito pelo contrário. Essa separação da realidade permitiu uma liberdade de criação grande, gerando um cenário absurdo mas extremamente interessante.
Refletindo agora, creio que essa "viagem" toda daria um excelente anime, com a história distribuída ao longo de vários episódios e os cenários na matrix por conta de algum artista doido. Pena que em geral só se adaptam mangás.
Refletindo agora, creio que essa "viagem" toda daria um excelente anime, com a história distribuída ao longo de vários episódios e os cenários na matrix por conta de algum artista doido. Pena que em geral só se adaptam mangás.
Saturday, June 04, 2005
h2g2
"O Guia do Mochileiro das Galáxias" (como diria a voz de José Wilker) não tinha como dar um bom filme. E (oh, surprise, surprise) não deu mesmo.
A caracterização dos personagens ficou muito bem feita, mas quase todas as piadas inteligentes do livro (que são o que o tornam bom) se perderam. O roteiro é ruim, a direção é ruim. Pra completar o estrago (isso é tãão típico de Hollywood), enfiaram um romance bobo no meio da história.
Deprimente. Leia o livro. Livros são seus amigos.
A caracterização dos personagens ficou muito bem feita, mas quase todas as piadas inteligentes do livro (que são o que o tornam bom) se perderam. O roteiro é ruim, a direção é ruim. Pra completar o estrago (isso é tãão típico de Hollywood), enfiaram um romance bobo no meio da história.
Deprimente. Leia o livro. Livros são seus amigos.
Sunday, May 29, 2005
Existencialista
You scored as Existentialist. Existentialism emphasizes human capability. There is no greater power interfering with life and thus it is up to us to make things happen. Sometimes considered a negative and depressing world view, your optimism towards human accomplishment is immense. Mankind is condemned to be free and must accept the responsibility.
What is Your World View? (updated) created with QuizFarm.com |
Pontuação não muito alta em "Existentialist", seguida de perto por "Post Modernist" (Postmodernism is the belief in complete open interpretation) e "Cultural Creative" (a modern thinker who tends to shy away from organized religion but still feels as if there is something greater than ourselves)... É, that's me.
Monday, May 23, 2005
Out of Exile
Se você não ouviu ainda o novo álbum do Audioslave, faça esse favor a si mesmo. É o melhor som novo que escutei esse ano.
Sunday, May 22, 2005
Das diferentes visões da Força
Uma idéia que comecei a construir conversando com a Raquel e que agora me faz ver por que gosto muito menos desses novos episódios é a seguinte.
Originalmente, o poder de um Jedi era o seu auto-controle, a sua força de vontade, o seu conhecimento e domínio sobre a Força. A Força era algo metafísico, algo poderoso que envolvia toda a vida. Essa visão fica particularmente clara no treinamento de Luke Skywalker em Dagobah. Yoda diz:
"It's energy surrounds us and binds us. Luminous beings are we... not this crude matter."
O lado negro existia, era um caminho mais curto e sedutor. O maniqueísmo também já existia. A própria questão da Força estar ligada ao sangue estava presente, pois em mais de um momento é dito que esta é forte na família Skywalker.
Entretanto, essas questões foram levadas ao extremo nos episódios recentes. A questão do sangue virou midichlorians (micróbios da Força?) e o lado negro deixou de ser uma escolha para se tornar uma espécie de insanidade.
Ainda mais grave do que isso (e a razão pela qual comecei a escrever esse texto) foi o que se fez da Força. Ela tornou-se um mero instrumento, uma ferramenta. O poder e o controle passaram a ser coisas diferentes. Anakin era poderoso, mesmo sem controle.
Essa nova visão corroeu a magia e a filosofia implícita nos primeiros episódios da série, deixando muito pouco do original nestes novos. Restou a ambientação, restou a história, perdeu-se o encanto.
Originalmente, o poder de um Jedi era o seu auto-controle, a sua força de vontade, o seu conhecimento e domínio sobre a Força. A Força era algo metafísico, algo poderoso que envolvia toda a vida. Essa visão fica particularmente clara no treinamento de Luke Skywalker em Dagobah. Yoda diz:
"It's energy surrounds us and binds us. Luminous beings are we... not this crude matter."
O lado negro existia, era um caminho mais curto e sedutor. O maniqueísmo também já existia. A própria questão da Força estar ligada ao sangue estava presente, pois em mais de um momento é dito que esta é forte na família Skywalker.
Entretanto, essas questões foram levadas ao extremo nos episódios recentes. A questão do sangue virou midichlorians (micróbios da Força?) e o lado negro deixou de ser uma escolha para se tornar uma espécie de insanidade.
Ainda mais grave do que isso (e a razão pela qual comecei a escrever esse texto) foi o que se fez da Força. Ela tornou-se um mero instrumento, uma ferramenta. O poder e o controle passaram a ser coisas diferentes. Anakin era poderoso, mesmo sem controle.
Essa nova visão corroeu a magia e a filosofia implícita nos primeiros episódios da série, deixando muito pouco do original nestes novos. Restou a ambientação, restou a história, perdeu-se o encanto.
Wednesday, May 18, 2005
Revenge of the Sith
Sinto informar, mas o filme não é bom. Algumas cenas são legais e a história está bem encaixada, mas acaba aí. A direção é ruim, as atuações do Hayden Christensen (Anakin) e da Natalie Portman (Padmé) são ruins e o Yoda continua pulando como pipoca.
Melhor que o 1 e o 2, muito pior do que os outros 3. Definitivamente a melhor cena foi a dos saudosos letreiros amarelos passando.
Melhor que o 1 e o 2, muito pior do que os outros 3. Definitivamente a melhor cena foi a dos saudosos letreiros amarelos passando.
Monday, May 16, 2005
Do Mercado e da Democracia
Uma consideração muito interessante do economista Paul A. Samuelson, Nobel em 1970, em entrevista ao Valor Econômico:
Valor: Para muitos economistas, pressupostos keynesianos não se aplicam a esta sociedade de mercado. Como vê o o modelo de Keynes nesta democracia plutocrática?
Samuelson: O problema é outro. Quanto mais nos distanciamos da Grande Depressão e da Segunda Guerra, que unificou a todos nós, mais os eleitores americanos dão mostras de egoísmo e falta de altruísmo. Tecnicamente, sabemos que cada pessoa tem seu voto, o rico e o pobre. Isso é verdade, mas para se eleger hoje em dia, a menos que você seja muito rico, é preciso levantar muito dinheiro. E quem fornece esse dinheiro? Os lobistas. Por quê? Porque as pessoas que eles elegem fazem o que eles querem. Na verdade, os milionários e as grandes corporações não têm apenas votos proporcionais à quantidade de pessoas que as representam. Seus votos são proporcionais à sua riqueza. Não se trata apenas de maus líderes. Temos eleitores crédulos demais. Mas não se pode dizer: "Estou cansado desse grupo de eleitores, vou arrumar novos eleitores".
Valor: Para muitos economistas, pressupostos keynesianos não se aplicam a esta sociedade de mercado. Como vê o o modelo de Keynes nesta democracia plutocrática?
Samuelson: O problema é outro. Quanto mais nos distanciamos da Grande Depressão e da Segunda Guerra, que unificou a todos nós, mais os eleitores americanos dão mostras de egoísmo e falta de altruísmo. Tecnicamente, sabemos que cada pessoa tem seu voto, o rico e o pobre. Isso é verdade, mas para se eleger hoje em dia, a menos que você seja muito rico, é preciso levantar muito dinheiro. E quem fornece esse dinheiro? Os lobistas. Por quê? Porque as pessoas que eles elegem fazem o que eles querem. Na verdade, os milionários e as grandes corporações não têm apenas votos proporcionais à quantidade de pessoas que as representam. Seus votos são proporcionais à sua riqueza. Não se trata apenas de maus líderes. Temos eleitores crédulos demais. Mas não se pode dizer: "Estou cansado desse grupo de eleitores, vou arrumar novos eleitores".
Friday, May 06, 2005
Referrals
Graças ao post sobre Amsterdam do Renato, nesta semana estamos com referrals bem particulares: "vibradores gigantes", "alucinógenos naturais", "tirinhas drogas", "prostitutas".
Aí, depois dessa lista fantástica, vem a busca por "aptidão darwiniana". Parando pra pensar, até que faz sentido eles estarem procurando alguma.
Aí, depois dessa lista fantástica, vem a busca por "aptidão darwiniana". Parando pra pensar, até que faz sentido eles estarem procurando alguma.
Subscribe to:
Posts (Atom)
